Seca grave cresce no território do Ceará no mês de novembro, aponta Monitor de Secas

Regiões mais afetadas com o tipo de seca grave estão macrorregião Jaguaribana e a oeste do Sertão Central e Inhamuns

Legenda: A seca grave representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas.
Foto: Alex Pimentel

O tipo de seca grave cresceu no território do Ceará neste mês de novembro, segundo estudo do Monitor de Secas divulgado nesta segunda-feira (16). No mês passado, o estado apresentava 0,02% e, passou para 15,49% em novembro. De acordo com o mapa, as áreas mais afetadas com o tipo de seca grave, estão cidades localizadas a leste da macrorregião Jaguaribana e a oeste do Sertão Central e Inhamuns.

Os municípios que fazem parte da área de seca grave correm o risco de perder pastagens do gado, além de sofrer com a escassez e restrição de água.  O estudo aponta também um aumento das secas moderada e fraca. Atualmente, os percentuais são de 53,62% e 22,74%, respectivamente.

Em relação ao mesmo período de 2018, a atual situação do Estado é melhor. Naquela ocasião, o Ceará não apresentava área de seu território livre de seca relativa. Além disso, apresentava 20,68% considerada com seca extrema.

Apesar de não ser a única variável usada para classificar a presença ou não da estiagem, a redução da chuva nesta época do ano acaba contribuindo para o avanço dela. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em outubro, a média pluviométrica é de apenas 3,9 milímetros e, neste ano, o acumulado foi de 1,3 mm.

Situação crítica dos açudes

Outro indicativo para a situação crítica do Estado em relação à seca é o atual nível dos açudes. Conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 reservatórios monitorados pelo órgão, 89 estão com volume abaixo dos 30%. O Castanhão, por exemplo, está com apenas 3,02% de sua capacidade total.

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