Novos sítios arqueológicos são descobertos em Tauá

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Foto: Jorge Moura

Há cerca de 45 anos reunindo peças que contam a história de Tauá e região, a Fundação Bernardo Feitosa mantém e guarda mais de três mil artefatos no Museu Regional dos Inhamuns. Dos povos indígenas aos colonizadores, fósseis e material etnográfico são conservados e preservados no Museu. Para a presidente da Fundação, Dolores Feitosa, o acervo é uma forma do homem do semi-árido conhecer sua história. Além do Museu, um parque com 18 sítios georeferenciados completa a vasta área arqueológica encontrada em Tauá, na região dos Inhamuns. Recentemente, outros dois novos sítios arqueológicos foram encontrados no Município, na localidade de Barra da Sociedade. Segundo o secretário de Articulação da Prefeitura, Jorge de Moura, a descoberta tem tudo para “colocar Tauá no cenário internacional”. Ele adianta que, em um dos sítios, que fica ao longo do Rio Carrapateira, foi achado um número ainda incontável de artefatos. O número exato de objetos, só depois da identificação feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mas conforme revela Moura, tais artefatos devem ser dos períodos da pedra polida e pedra lascada. “Estamos diante das maiores descobertas do País. Pelo número e variedade de peças”. Algumas delas, estão inconclusas. “Não sabemos o porquê. Pode ter sido por um ataque a aldeia deles ou necessidade de alguma mudança”, cogita Dolores.

Com toda essa riqueza em sua área, a intenção do Município é criar, entre outra coisas, um “geopark” reunindo todos os sítios arqueológicos. Para Dolores Feitosa, com investimentos no Museu e na região seria possível criar estratégias para uma atividade turística sustentável. Já Moura, afirma que a Prefeitura Municipal vai priorizar o turismo científico como política pública para o desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido, e lutando contra a falta de recursos, como ressalta a presidente, o museu e as áreas arqueológicas descobertas serão assuntos de discussão no II Workshop sobre Turismo de Tauá, em parceria com Sebrae, com o tema “Uma opção sustentável para o semi-árido”. De acordo com Moura, no primeiro Workshop, em 2004, foi identificado o potencial da região. Desta vez, será discutido uma gestão responsável para esse potencial. “O museu (criado em 1993) foi um passo gigantesco para Tauá, mas a gente ainda esbarra no vil metal”, lamenta Dolores.

Fundado pelo marido dela, o ambientalista Joaquim de Castro Feitosa, o Museu dos Inhamuns foi uma iniciativa pioneira no Estado. Hoje, a idéia inicial do ambientalista, de fazer conhecer a origem e história de sua terra natal, continua dando frutos. No caso, as ações adotadas por Tauá, como a criação do geopark e o recém-criado Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns. Através deste, seis municípios da região estão discutindo, juntos, ações intersetoriais a partir da riqueza arqueológica do local — ações estas que pretendem ser seguidas por municípios de outras regiões, como Uruburetama e Meruoca, na Zona Norte.

O que é um sítio arqueológico?

Um sítio arqueológico é o local onde se encontram vestígios ou restos materiais, de determinada sociedade, que constituem importantes testemunhas da história da humanidade.

Cristiane Vasconcelos