MPF luta para resgatar fósseis

Assim como o pterossauro Anhanguera santanae, diversos fósseis originários do Cariri podem ser encontrados à venda no site americano eBay. Em uma rápida pesquisa feita pela reportagem, foram vistos vários fósseis, como de um Tharrhias araripis, espécie de peixe descoberta na Bacia do Araripe, vendido por um comerciante dos Estados Unidos por US$ 59,90, que seria o equivalente a quase R$ 254. Outros exemplares também são oferecidos por vendedores do Reino Unido e Alemanha.

É esta a realidade que o MPF, através da Procuradoria da República de Juazeiro do Norte, quer acabar. A repatriação, em maio passado, de 46 fósseis encontrados na França foi um grande passo. Todo o material que estava em território francês, que inclui tartarugas marinhas, aracnídeos, peixes, répteis, insetos e plantas, está avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões. De todas as peças, apenas o pterossauro ainda não está liberado para voltar ao Brasil, já que aguarda o julgamento do último recurso na Corte francesa feita pela pessoa que detinha a posse deste material.

A Urca deve pagar o transporte desta coleção, que deve custar R$ 150 mil. "Isso foi um marco. Mostra para os traficantes internacionais, que são a ponta da cadeia, que eles correm o risco de, se comprarem material daqui, perdê-lo", pontua Álamo. Atualmente, há quatro procedimentos na Procuradoria de Juazeiro do Norte. Além da França, há outros na Itália, Japão e Alemanha. Este último é o mais próximo de ter êxito. "Talvez este ano, ou no próximo, teremos sucesso", acredita o procurador da República, Rafael Rayol.


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