Inauguração da barragem encerra ciclo de FHC

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Foto: André Lima

“É preciso construir barragens, mas é preciso também destruir barreiras mentais”. A afirmação foi do presidente Fernando Henrique Cardoso, ao defender, ontem, a transposição do rio São Francisco para abastecer reservatórios do Nordeste. Ele falou sobre o assunto durante a solenidade de inauguração do açude Padre Cícero, antes denominado de Castanhão.

O evento, que aconteceu em Jaguaribara, a 227 quilômetros de Fortaleza, foi a última inauguração com a participação de Fernando Henrique, no encerramento do seu governo. Ele esteve acompanhado do ministro da Integração Nacional José Luciano Barbosa, do governador Beni Veras e dos governador e senador eleito do Ceará, respectivamente, Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara.

As obras do reservatório foram iniciadas em 16 de novembro de 1995. Com isso, Fernando Henrique lembrou que fez questão de inaugurar a obra no encerramento de seu governo.

“O Castanhão é o maior açude do Brasil. Nesse momento, ele é o equivalente ao Orós, mas quando tiver completa sua recarga máxima, vai contar com 6 bilhões de metros cúbicos de água. Isso vai permitir uma interligação com outros sistemas de águas aqui do Ceará”, disse o presidente.

No discurso, Fernando Henrique lembrou que a transposição do São Francisco durante o seu governo foi alvo de muitas oposições, sendo “algumas irracionais e outras nem tanto”. Contudo, lembrou que já tem sido viável o aproveitamento hídrico daquele manancial, a exemplo do que acontece na barragem de Oricuri, em Pernambuco. Ele afirmou que há ainda muito preconceito referente ao assunto.

Marcus Peixoto - Especial para o Regional

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