FHC inaugura barragem do Castanhão

Legenda:
Foto: L.C. Moreira
Após 7 anos em construção, recursos escassos, controvérsias acerca do projeto, paralisações e transformação da vida de centenas de pessoas, será inaugurada hoje, às 10 horas, em Jaguaribara, a maior obra hídrica do Estado do Ceará - a Barragem do Castanhão - que tem como principais objetivos garantir o abastecimento hídrico da Região Metropolitana de Fortaleza, incluindo o Complexo Industrial Portuário do Pecém, e promover a irrigação de 43 mil hectares de terras produtivas.

Com 98% da barragem concluída e 85% do Complexo Castanhão construído, a barragem será inaugurada pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

Até agora, já foram gastos recursos na ordem de R$ 550 milhões atualizados, na maior construção já realizada pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs).


Apesar de ainda não estar pronta, a barragem, que terá capacidade de armazenar 6,7 bilhões de metros cúbicos de água, vai beneficiar 2,5 milhões de habitantes. Para sua conclusão, é necessário que a cota do coroamento da barragem alcance o nível 103. Hoje, esta cota está no nível 99 e a previsão do término, segundo o presidente da Comissão de Supervisão e Acompanhamento do Castanhão, André Montenegro de Holanda, do Dnocs, é até o final do ano. Para o término do complexo como um todo não há previsão, já que vai depender da destinação de recursos por parte do Governo Federal. Para a finalização total da obra são necessários cerca de R$ 90 milhões, ainda sem dotação orçamentária.

Mesmo com os escassos R$ 28 milhões previstos no orçamento para 2003, André Montenegro acredita que seja possível executar as prioridades da obra, que são a segurança do açude; o término do desvio da BR-116 e o reassentamento de famílias em áreas de risco.

A cota será atingida até o final do ano. O desvio da BR-116 deverá ficar pronto até o final de mês de fevereiro de 2003, porque o tráfico da via precisará ficar desobstruído. Já o reassentamento das famílias, segundo André Montenegro, se constitui no principal problema. Hoje existem 595 famílias aguardando o reassentamento, sendo que 179 delas estão em áreas de risco. Conforme André, as 179 casas das famílias em áreas de risco do Projeto Mandacaru já estão em construção e a previsão é que estejam prontas também até fevereiro. Para o restante das outras famílias não há previsão de reassentamento.

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