Com baixa de 40% nas vendas, produtoras de assentamento em Itapipoca apostam no 'delivery'

As produtoras estão se preparando para ampliar a criação de aves e ovos caipira. 

Legenda: A produtora rural Maria Kelliany dos Santos garante que as produtoras seguem as medidas de segurança para evitar a contaminação.
Foto: Foto: Arquivo Pessoal

Coentro, alface, banana, mamão, coco, peixe e leite. Estes são alguns dos produtos comercializados por agricultoras familiares da Associação dos Assentados da Fazenda Lagoa de Dentro, zona rural de Itapipoca, no Litoral Oeste do Estado. Durante a pandemia, o grupo estima que as vendas caíram cerca de 40%. A saída encontrada foi seguir com entregas em domicílio, cumprindo o distanciamento, higienização e redução de pontos de entrega.

As produtoras são apoiadas pelo Projeto Fomento Mulher, que atende 14 mulheres com crédito pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O valor do benefício chega a R$ 5 mil para cada mulher, recurso que é usado no incremento da criação de galinha caipira, ovinos e caprinos, bovinos e hortas. Atualmente, as beneficiadas estão focadas na produção da horta e se preparam para ampliar a criação de aves e ovos caipira. 

“Já temos quatro registros de casos positivos para o coronavírus em comunidades próximas à nossa e, por isso, seguimos as medidas de segurança para a contaminação não se propagar. Reduzimos as entregas e, até tudo estar seguro, manteremos assim”, ressalta a produtora rural Maria Kelliany dos Santos, 26, presidente da associação. “Continuamos atendendo por aplicativo de mensagem, mas restringimos as entregas”

Também há a opção do cliente retirar os produtos na própria comunidade, “mas depois de tudo estar pronto e higienizado”, pondera Maria.

Crato

Com a proibição de feiras livres para evitar aglomerações, produtores rurais do Cariri passaram a focar nas vendas pela internet e realizar a entrega na casa do cliente. Antes comercializados na Feira de Produtos da Agricultura Familiar (Fepaf), em Crato, o milho, fava, feijão, andu ou acerola passaram, desde abril, a ser entregues em serviço delivery. A feira de produtos orgânicos acontecia três vezes por semana, no Centro da cidade, mas foi interrompida na pandemia. 

O projeto foi idealizado por técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce) e recebeu grande adesão dos produtores. Do total de 21 agricultores familiares do grupo, nove ainda realizam a entrega para os principais bairros da sede e zona rural de Crato. Por meio de aplicativo de mensagem, quem deseja pode fazer o pedido e tem acesso aos valores dos produtos, além de combinar o endereço da entrega da mercadoria. 

Na primeira feira, ainda em abril, aproximadamente 80 clientes foram atendidos com entrega de hortícolas, bolos, sequilhos, além de galinha caipira e macaxeira. Ao todo, cada feirante apurou em média R$ 400.