Chuvas intensificam danos em escolas e alteram calendário de aulas no Ceará

As fortes precipitações no Estado têm causado prejuízos no calendário letivo de escolas no Estado

Legenda: Teto caiu no último sábado (30) mas sala já estava interditada
Foto: Ricardo Mota

Os transtornos em escolas públicas do Ceará aumentam, conforme crescem os índices de chuva. Em diferentes locais, pais e alunos têm sido prejudicados. À espera de um laudo da Defesa Civil, alunos da Escola municipal Manuel Novaes de Oliveira, em Itaitinga, na divisa com Pacatuba, estão sem aula. O teto de uma sala do colégio desabou no último sábado (30) em meio a fortes chuvas.

O Sistema Verdes Mares apurou com um vigilante do local que na madrugada do mesmo dia um funcionário ouviu barulho de estruturas se quebrando. A direção da escola foi informada e orientou os zeladores a interditarem o espaço pois na manhã seguinte haveria um sábado letivo. 

A estrutura desabou na mesma manhã quando o espaço já estava interditado. As telhas de outras três salas caíram mas não deixaram nenhum aluno ferido. A Defesa Civil foi à escola nessa segunda-feira (1º) para inspecionar as dependências. Com isto, a diretora resolveu suspender as aulas até o término das investigações.

Problema recorrente

A quadra chuvosa forte deste ano vem causando prejuizo a escolas da Capital e do Interior do Estado. O muro de uma escola profissional no bairro Vincente Pinzon caiu na última sexta-feira (29) e deixou dois estudantes feridos. Em Itapajé, parte do muro  Escola Municipal Bastos Filho em Itapajé, na região norte do Ceará,  de domingo (31).

Além de desabamentos, os estudantes também enfrentam obstáculos para conseguir chegar e sair da escola. Em Baturité, crianças utilizaram codas para atravessar estrada inundada pelo Rio Jordão. na volta da aula na segunda-feira. A situação foi normalizada no dia seguinte quando o nível do afluente baixou e permitiu que o ônibus escolar seguisse.
Aulas suspensas

Pelo menos cinco municípios tiveram aulas prejudicadas no Interior: Baturité, Capistrano, Ocara, Itapajé e Meruoca. As causas vão desde problemas estruturais a dificuldade de chegada nos locais de estudo.