Boa safra reduz preço do feijão verde em mais de 50% no Cariri e Ibiapaba

O quilo do legume, que era vendido por cerca de R$ 6, está sendo comercializado na Ceasa entre R$ 2 a R$ 2,40 o quilo, na Ibiapaba e no Cariri.

Legenda: A queda do preço ocorre em decorrência da boa safra
Foto: Foto: Antonio Rodrigues

A boa quadra chuvosa contribuiu para uma grande safra de feijão verde nas regiões da Ibiapaba e do Cariri. Isso fez com que o preço do produto caísse a R$ 2 e R$ 2,40 por quilo, respectivamente. A queda no preço é de mais de 50%, podendo chegar a 60%. Em Maracanaú, por exemplo, o quilo chega ao consumidor ao valor de R$ 6. No último caso, o legume é produzido do Maciço de Baturité e da Região Metropolitana de Fortaleza, por isso o preço acima da média, já que são regiões cuja safra não foi tão volumosa. 

"E, com a oferta que deve chegar do sertão à capital, também observaremos nos próximos dias uma queda significativa nos preços: o que tornará o feijão verde um produto mais convidativo ao paladar e aos bolsos do consumidor da capital cearense”, observa Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa. 

Segundo Sérgio Linhares, gerente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) em Juazeiro do Norte, a quadra chuvosa bem distribuída contribuiu para a boa safra. “Praticamente de janeiro até o final de abril choveu bem. Isso tudo beneficiou. O preço é em decorrência da safra. Quase todos os municípios do Cariri tiveram uma boa produção”, enfatizou. Na terra do Padre Cícero, é colhido cerca de 1,2 tonelada do legume por hectare.  

O agricultor Pedro Gonçalves, do Sítio Jurema, reforça que as chuvas ajudaram a ter uma grande produção. “Não só o feijão, como milho também. Foi bom para todos os legumes. Só não vai tirar, que não plantou”, acredita. 

O engenheiro agrônomo Eduardo Abreu, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Juazeiro do Norte (Seagri), conta que, no ano passado, houve uma perda de 65 a 70% da safra, pois, segundo ele, os agricultores plantaram cedo. “Houve um veranico em fevereiro que prejudicou a colheita”, justifica. Este ano, a expectativa é dentro desta média.  

Com a pandemia da covid-19, muitos agricultores tem apostado na venda através das redes sociais, que tem ajudado a escoar os produtos. “Se não fosse a doença, era um ano rico para o agricultor”, acredita Francisco Ferreira Brito, o Diassis, presidente da Cooperativa dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais do Cariri (Coopaefarc). Mesmo assim, vê otimista a saída dos legumes. “As chuvas foram ótimas. A fava também está prometendo uma grande safra”, antecipa.  


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