Referência em biotecnologia

Capital cearense se torna referência na produção de biofármacos.

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As luzes da Terra do Sol vão mesmo longe, chegam ao Brasil todo, seja pela capital cearense ser referência no humor, seja como destino de praia e sol ou como referência no campo científico. Nesta área, um campo específico em que Fortaleza tem evidência é o de Biotecnologia. A pesquisa da produção de biofármacos em cabras transgênicas é um dos destaques, apontam Vasco Furtado e Kaio Tavares.

Enquanto Vasco Furtado está à frente da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (DPDI) da Universidade de Fortaleza (Unifor), Kaio Tavares coordena o Laboratório de Biologia Molecular, que é um dos laboratórios do Núcleo de Biologia Experimental (Nubex) da Unifor. “Aqui tem laboratório de biologia molecular (para manipulação de DNA), laboratório que trabalha com células, laboratório de embriologia, onde a gente faz clonagem de animais. Todas essas tecnologias são usadas para produzir um animal. Fortaleza estrategicamente tem grupos que trabalham isso em várias áreas de desenvolvimento de medicamentos”, revela o docente. 

Benefícios para todos 
O tratamento com biofármacos é bastante eficiente, só que eles chegam pouco aos pacientes, por serem caros e de difícil importação, explica Kaio Tavares. “A qualidade dos tratamentos hoje é prejudicada. Então a gente acredita que, produzindo no leite das cabras transgênicas, a gente vai conseguir aumentar o acesso da população a esse tipo de tratamento, o que pode resultar, por exemplo, numa maior taxa de cura pra alguns tipos de câncer e de doenças que são tratados usando esses medicamentos”, frisa. 

O docente comenta ainda que esses medicamentos têm alto valor agregado. Tratam-se de uma tecnologia que pode gerar um alto posicionamento para o Ceará, atrair grandes indústrias pra cá, que vão querer trabalhar e se interessar em parcerias com esse tipo de medicamentos, informa. 

“Eu me sinto bastante privilegiado por poder ter oportunidade de trabalhar aqui, poder ter essa estrutura, que recebe muito apoio, e por poder estar numa cidade preparada pra receber esse tipo de pesquisa, que não é em qualquer lugar que a gente consegue desenvolver”, conclui Kaio Tavares.