Impacto das colisões

Entidade lista componentes do automóvel que evitam grandes danos em uma batida.

crash

Colisões leves e em baixa velocidade são comuns nos grandes centros urbanos, por isso, no desenvolvimento de seus veículos, entre os fatores considerados pelas montadoras estão a segurança veicular e a facilidade na reparação do veículo. 
Diante disso, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) listou alguns itens que atuam diretamente na absorção de impacto em caso de acidente. “A travessa do para-choques (frontal ou traseira) é o elemento mais conhecido para absorção de impacto de colisões de baixa  velocidade e evitar sanos severos às partes estruturais do veículo. Por isso, é fundamental que ele seja substituído assim que for danificado”, comenta Emerson Feliciano, Superintendente Técnico da entidade.
O crash-box também auxilia diretamente na absorção de impacto é o crash-box, mas não está presente em todos os veículos do mercado. “A diferença de ter ou não o crash-box está no poder de absorção. Por exemplo, veículos equipados apenas com a travessa sofrem danos mais severos em sua estrutura. Dependendo  da região, torna o reparo do veículo mais caro e demorado”, afirma Feliciano.
De acordo com o especialista, os veículos com crash-box apresentam em média 41% me-nos danos em colisões dianteiras. “Em colisões traseiras, o número de peças danificadas é quase três vezes menor do que em modelos que não adotam essa solução de engenharia”. 
Além de itens de absorção de impacto, os veículos têm áreas chamadas de “deformação programada”, que contam com equipamentos desenvolvidos para se deformar em caso de colisão, absorvendo parte da energia do impacto. “É preciso ressaltar que os ‘pontos fusíveis’ da carroceria inviabilizam qualquer forma de reparação ao serem atingidos. Por isso, é imprescindível a substituição de todos os equipamentos danificados em caso de acidente”, comenta o especialista.

Veja as peças com deformações programadas:
Capô: em caso de impacto, o capô se dobra nas regiões de deformação programada e, assim, não é lançado de encontro ao para-brisa – uma consequência de acidentes que, no passado, quando o capô ainda não tinha essa característica, podia acabar cortando as cabeças dos ocupantes. “Em modelos que utilizam como solução um capô de tamanho reduzido, não tem dano à peça em caso de colisão de baixa velocidade. Já em modelos que não adotam essa solução, a peça deve ser substituída e, além disso, há o custo de mão de obra para a pintura e montagem da peça”, ressalta Emerson Feliciano.
Longarina: a deformação programada neste componente geralmente fica nas pontas das longarinas. A energia do impacto é reduzida e distribuída em uma menor proporção para o resto da estrutura do veículo. “Quando o assunto é a longarina, alguns modelos fornecem a peça completa e também parte dela, como a ponta da longarina. Para modelos que fornecem a ponta como peça de reposição, o custo pode ser até nove vezes menor do que da peça completa, o que diminui significativamente o custo final do reparo”, diz Emerson Feliciano.