Corolla ganhará versão híbrida

Tecnologia combinada com flex estreia no Brasil em outubro.

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Presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, com o Governador de São Paulo, João Doria. Divulgação

A Toyota confirmou que o primeiro carro híbrido flex do mundo será uma das versões do novo Corolla, que começa a ser fabricado no segundo semestre em Indaiatuba (SP).

O Presidente da fabricante no Brasil, Rafael Chang, fez o anúncio oficial na quarta-feira, dia 17, na sede do governo paulista. Na cerimônia, Rafael Chang disse que a produção no Brasil da 12ª geração do sedan Corolla, que será montado sobre a plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture) do grupo japonês, envolve investimentos de R$ 1,6 bilhão.

No ano passado, a Toyota anunciou investimento de R$ 1 bilhão na fábrica de Indaiatuba, onde o Corolla nacional é produzido desde 1998. Os R$ 600 milhões acrescentados por Chang referem-se a aportes feitos na planta de Porto Feliz (SP), onde serão feitos os motores do novo carro, que terá a versão híbrida flex e outras somente com motorização a combustão flex. Mas o powertrain híbrido flex, que inclui um motor elétrico e outro a combustão bicombustível etanol-gasolina, será inicialmente importado do Japão, com montagem no Brasil.

Segundo o Presidente da Toyota, “a tecnologia do carro híbrido flex foi desenvolvida no Brasil por brasileiros e para brasileiros”. Até chegar à formatação do primeiro protótipo, no ano passado, a Toyota realizou diversos testes em laboratório, que tiveram início há quase quatro anos, em 2015. O projeto colocou lado a lado as  equipes de engenharia da empresa no Japão e no Brasil.

Chang também disse que o novo Corolla começa a ser vendido no País a partir de outubro e as exportações serão iniciadas em 2020. Não ficou claro, contudo, se a versão híbrida flex também será exportada ou ficará confinada ao território brasileiro, como acontece hoje com quase todos os carros flex produzidos.

Prius
Ao menos em um primeiro momento, o Corolla híbrido flex brasileiro utilizará o mesmo sistema híbrido autorrecarregável do Prius atualmente vendido no Brasil – ou seja, não haverá versão plug-in, que usa o motor a combustão para recarregar as baterias e também pode ser plugada à tomada, por isso tem maior  autonomia com a propulsão puramente elétrica. O próprio Prius já tem uma versão plug-in e a maioria dos híbridos vendidos atualmente na Europa e nos Estados
Unidos também podem ser recarregados na tomada.

Com essas qualidades e na condição de um dos carros mais vendidos do País, a versão híbrida do novo Corolla tem potencial para aumentar a penetração da tecnologia no Brasil, introduzida pela própria Toyota em 2013, quando começou a vender aqui o Prius – desde então foram emplacadas no País 6.331 unidades do modelo híbrido, até março passado.

O Prius custa hoje R$ 125,6 mil e a produção no Brasil do Corolla híbrido flex pode fazer esse valor cair, levando em consideração que esse tipo de veículo será beneficiado pela legislação do Rota 2030, que prevê a redução de três pontos percentuais no IPI de modelos híbridos bicombustível.