"Já tem gente demais se metendo na escolha do PDT", diz Capitão Wagner sobre preferência na disputa

Principal candidato da oposição, o deputado federal preferiu não indicar quem prefere enfrentar em outubro

Escrito por Luana Barros, luana.barros@svm.com.br

PontoPoder
Capitão Wagner
Legenda: Capitão Wagner preferiu não opinar sobre quem prefere enfrentar nas urnas pelo comando do Governo do Estado
Foto: Fabiane de Paula

Principal pré-candidato da oposição ao Palácio da Abolição, Capitão Wagner (União Brasil) preferiu não indicar qual pré-candidato do PDT ele prefere enfrentar nas urnas. Apesar de quatro pedetistas estarem colocados na disputa interna, os nomes da governadora Izolda Cela (PDT) e do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) têm concentrado os apoios da aliança governista. 

"Já tem gente demais se metendo nessa escolha do PDT. (...) A escolha do PDT cabe ao PDT. Se quiser abrir para os aliados, que abra. Mas não sou eu que vou dizer quem é que eu quero. Até porque se eu disser que eu quero um, eles vão colocar o outro". 
Capitão Wagner
Pré-candidato ao Governo do Ceará

O foco, continuou o deputado federal, é "na minha pré-campanha, no nosso projeto, no que a gente vai falar para o cearense". As declarações foram feitas nesta sexta-feira (24), durante almoço com jornalistas. Ele cita que cada um dos principais pré-candidatos adversários possui vantagens e desvantagens e que, "logicamente, se for um é uma estratégia, se for outro, é outra estratégia", completa. 

O pré-candidato opinou ainda que considera que a opinião do ex-governador Camilo Santana (PT) "deve ter pouca força" na articulação para a sucessão estadual. "Por mais que ele esteja bem na pesquisa, por mais que ele tenha uma popularidade reconhecida, acho que a decisão é dos Ferreira Gomes", avalia. 

Aliança oposicionista

Com a convenção partidária marcada para o dia 5 de agosto - último dia permitido no calendário eleitoral -, Wagner espera fechar acordo com, pelo menos, mais dois partidos. Recentemente, o Pros fechou apoio a Wagner, que possui cinco partidos na aliança para a campanha eleitoral.

Já as conversas ocorrem atualmente com outras cinco legendas: PP, PL, Republicanos, MDB e PSD, segundo Wagner. As vagas tanto para vice como senador na chapa só devem ser fechadas, portanto, quando a aliança for fechada. 

O parlamentar afirmou ainda que, caso o cenário se mantenha com apenas quatro candidaturas ao Governo do Ceará, considera que a eleição pode ser resolvida ainda para o primeiro turno. "Ou para lá (chapa governista) ou para cá, porque as opções ficam reduzidas. Na medida que se lançar novos nomes, pode ir para o segundo turno", afirma.