Deputado pede desculpas após chamar Capitão Wagner de "desqualificado" na tribuna da AL-CE

Deputado afirmou ter ficado incomodado com a própria fala e decidiu se retratar do discurso

Escrito por Felipe Azevedo, felipe.azevedo

PontoPoder
Deputado Salmito Filho (PDT) na tribuna da AL-CE
Legenda: Deputado Salmito Filho (PDT) pediu desculpas a Capitão Wagner na sessão desta quarta-feira (8)
Foto: Paulo Rocha / AL-CE

Após chamar o deputado federal licenciado, Capitão Wagner (UB), de "desqualificado" e "despreparado" na semana passada, o deputado estadual Salmito Filho (PDT) pediu desculpas ao pré-candidato a governador pelo grupo de oposição nesta quarta-feira (8).

O parlamentar do PDT afirmou ter ficado incomodado com a própria fala e decidiu usar a tribuna para se retratar do discurso feito anteriormente.

"Fazer o debate, divergir, discutir, discordar, não significa ofender e não significa acusar e principalmente ofender o interlocutor", disse o parlamentar ao se desculpar com o deputado federal. 

Na sessão da última quinta-feira (2), ao usar a tribuna, Salmito criticou uma fala do Capitão Wagner postada através de um vídeo nas redes sociais, no qual critica a tentativa dos parlamentares governistas de derrubar o projeto do ICMS apresentado pelo deputado federal Danilo Forte (União Brasil), que faz parte do grupo de oposição.

O projeto, de acordo com autor, se aprovado, seria capaz de incidir no preço dos combustíveis, energia e gás de cozinha em todo o País. 

"Eu não retiro absolutamente nada dos argumentos que eu coloquei. Em outros momentos, eu vou querer continuar com esse debate - sobre os preços dos combustíves, energia elétrica, gás de cozinha", reiterou o deputado estadual.

Discussão 

A acusação feita por Salmito ainda na quinta-feira acabou gerando discussão com membros da oposição. O deputado Delegado Cavalcante (PL) pediu que as palavras contra o Capitão Wagner não fossem registradas na ata da sessão. O pedido, ao final dos trabalhos, foi acatado pela deputada Érika Amorim (PSD) que presidia a sessão. 

Procurado à época dos ataques através da assessoria, Capitão Wagner não quis se pronunciar sobre o episódio.