Das dez campanhas mais caras do Ceará, só cinco elegeram deputados federais
Mesmo com investimentos significativos, candidatos saíram derrotados das urnas
O caso do ex-candidato Inácio Arruda (PCdoB), que disputou vaga de deputado federal, gastou milhões e não foi eleito, não é exceção no Ceará. Das dez campanhas mais caras no Estado, todas com gastos superiores a R$ 2 milhões, em metade o candidato saiu derrotado das urnas.
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Conforme o Diário do Nordeste mostra nesta quinta-feira (17), o candidato do PCdoB é o que mais recebeu e gastou verba de campanha, totalizando cerca de R$ 3 milhões.
Além dele, outro nome conhecido dos cearenses que está no ranking das dez campanhas mais caras é o do deputado federal Vaidon Oliveira (União). O político recebeu R$ 2,7 milhões, mas obteve 39,2 mil votos, quantidade insuficiente para garantir a ele a reeleição.
Desse total, o político gastou quase R$ 900 mil com prestadores de serviço, outros R$ 525 mil foram destinados para atividades de militância de rua, enquanto R$ 459 mil pagaram gráficas para a impressão de material de campanha.
Atual deputado federal que também não conseguiu ser reeleito, Denis Bezerra (PSB) gastou R$ 2,6 milhões, concentrados na produção de adesivos e outros materiais impressos, totalizando R$ 1,5 milhão, além de locação de veículos, a um custo de R$ 434,4 mil.
Candidaturas femininas
Outras duas candidatas que não conseguiram ser eleitas nas urnas foram: Gorete Pereira (PL) e Priscila Costa (PL). Gorete gastou R$ 2,5 milhões e obteve 36,5 mil votos. Entre as despesas, a política aponta que gastou R$ 1,7 milhão com prestadores de serviço para a campanha.
Já Priscila Costa teve um desempenho melhor nas urnas, somando 74,7 mil votos. A candidata recebeu R$ 2,3 milhões do PL e concentrou gastos em publicidade por materiais impressos, totalizando R$ 893 mil, militância, somando gastos de R$ 557,1 mil, além de serviços prestados por terceiros, com gastos de R$ 500,1 mil.