Após relatório da CPI, Augusto Aras disse que investigará todos os denunciados com foro privilegiado

Documento aprovado na terça-feira (27) foi entregue na manhã desta quarta-feira (27) para o procurador-geral da República

Senadores durante encontro com o procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta quarta-feira (27), para entrega do relatório da CPI da Covid
Legenda: Denunciados com foro privilegiado pela CPI serão investigados, disse Augusto Aras na entrega do relatório da comissão, nesta quarta-feira (27)
Foto: Reprodução Twitter / Rogério Carvalho

O procurador-geral da República, Augusto Aras, garantiu nesta quarta-feira (27) que, de posse do relatório da CPI da Covid em mãos, poderá investigar todos os denunciados com foro privilegiado.  

A informação foi dada nas redes sociais pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), alegando que, no encontro com Aras para a entrega do documento aprovado, o procurador-geral reforçou seu compromisso com as instituições.

"No nosso encontro da #CPIdaCovid com Aras, ficou definido a PGR vai investigar todos os denunciados no relatório que tem foro privilegiado. Confrontado sobre um engavetamento até o fim do ano, Aras disparou que tem compromisso com as instituições e regramento republicanos", declarou o senador.

Carvalho ainda publicou três fotos da reunião com o procurador-geral da República, nas quais se identifica a presença do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), do vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e do relator, Renan Calheiros (MDB-AL).

80 indiciados

O relatório final foi aprovado na noite de terça-feira (26), por 7 votos a 4. O parecer encaminha um total 80 indiciamentos, incluindo o do presidente Jair Bolsonaro, por atos e omissões na pandemia de Covid-19.

As investigações agora dependerão da Procuradoria-Geral da República (PGR), no caso dos crimes comuns, e da Câmara dos Deputados, nos casos de crimes de responsabilidade. O relatório aponta que 120 mil mortes poderiam ter sido evitadas até março deste ano se o Brasil tivesse adotado medidas de contenção do vírus de forma sistemática.

Na manhã desta quarta-feira (27), antes da reunião com Aras, Randolfe publicou nas redes sociais que o colegiado iria cobrar "as devidas providências" por parte do procurador, "pois o chefe do Ministério Público Federal deve ser o defensor dos direitos do povo brasileiro e não do governo de plantão". "Estaremos vigilantes!", destacou o senador.