Vereadores esperam por sinalizações do prefeito para formalizar migrações

Vereadores se articulam para disputar uma cadeira do Legislativo Municipal em outubro, mas as definições quanto aos destinos partidários devem ficar para a última semana do período de janela partidária, que começa amanhã

Legenda: Vereadores se articulam para disputar uma cadeira no Legislativo
Foto: Foto: José Leomar

A janela partidária começa oficialmente nesta quarta-feira (5). O período, que deve se estender até o próximo dia 3 de abril, permite a vereadores que pretendam disputar a reeleição ou cargo de prefeito neste ano mudar de partido sem sofrer nenhuma punição da Justiça Eleitoral. Contudo, para parlamentares de Fortaleza que pretendem migrar para outras siglas, as mudanças devem ficar para os "45 do segundo tempo".

O clima nos corredores da Câmara Municipal é de indefinição. Vereadores estão negociando com diferentes legendas para definir em qual devem disputar a reeleição em outubro. A maior dificuldade para a escolha, apontam alguns, é a nova regra que não permite a formatação de coligação entre partidos para as eleições proporcionais para vereador neste ano.

Com isso, muitos partidos estão limitando a entrada de vereadores com mandato - ou mesmo impedindo por completo - pelo receio de desarticular as chapas de vereadores em processo de elaboração. Os pré-candidatos quem não exercem mandato atualmente temem que a entrada de parlamentares em determinadas legendas possa diminuir as chances de eleição.

Também pesa a falta de definição por parte do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que ainda promete conversas com grande parte da base governista na Casa. Vereadores explicam que alguns diálogos já foram estabelecidos, mas com pouca assertividade.

As definições, relatam alguns, foram prometidas para março, com o início da janela partidária. Por enquanto, contudo, nada foi decidido. Por conta disso, parlamentares consideram, nos bastidores, que devem bater o martelo quanto à troca de legenda apenas em abril, na última semana do prazo legal para mudar de partido.

Maior bancada

Com as conversas com a base sendo consideradas ainda pouco concretas por parte dos aliados, Roberto Cláudio chamou a bancada do PDT na Câmara Municipal para um almoço na tarde de ontem (3). O encontro contou com a presença dos 11 vereadores que integram o partido e teve quase duas horas de duração.

A pauta central, segundo presentes, foi a formação da chapa pedetista para as eleições municipais em Fortaleza. O prefeito é presidente da legenda na Capital e queria conversar com os pedetistas sobre a conjuntura para a disputa. O objetivo do PDT é eleger, pelo menos, 12 vereadores, podendo chegar a 15, nas perspectivas mais otimistas. A chapa em formação tem entre 35 e 40 nomes confirmados para disputar 43 cadeiras em jogo na Câmara.

Entre eles, está o vereador Eron Moreira (PP) que deve se filiar ao partido, mas ainda sem data definida. Outros parlamentares devem seguir o mesmo destino, já que o PDT é uma das poucas legendas que estão de portas abertas para vereadores detentores de mandato.

A discussão majoritária, no entanto, ficou para outro momento. Apesar de pedetistas começarem a mostrar expectativas por serem chamados a opinar na escolha do candidato à Prefeitura de Fortaleza pela legenda, isso deve ficar para depois da formação de chapas. A escolha deve ser não apenas coletiva, ressaltam parlamentares que estiveram na reunião, como deve envolver também a sociedade.

Ritmo lento

Enquanto as movimentações em torno das mudanças de legenda prosseguem nos bastidores, no plenário da Câmara Municipal o ritmo ainda é lento neste ano. Poucas mensagens foram enviadas pela Prefeitura de Fortaleza, principalmente em referência a reajustes salariais dos servidores municipais e dos professores da rede municipal de ensino.

Também não há, por enquanto, nenhuma perspectiva de envio de outras mensagens prefeiturais. As discussões em plenário ainda têm trazido como tema central questões que não envolvem diretamente o legislativo municipal, como a paralisação dos policiais militares no Estado.

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