Vereadores da Capital cobram mais fiscalização em bancos e lotéricas

Parlamentares se reuniram, nesta quarta (10), por videoconferência com gestores da Agência de Fiscalização de Fortaleza, da Autarquia Municipal de Trânsito e da Guarda Municipal, e relataram descumprimento do isolamento social em bairros da Cidade

Legenda: Frente Parlamentar se reuniu, por videoconferência, com gestores por quase três horas
Foto: Reprodução/CMFor

Vereadores de Fortaleza cobraram, nesta quarta-feira (10), em videoconferência com gestores da Prefeitura, fiscalização mais intensa da movimentação nas agências bancárias e lotéricas da Capital para evitar aglomerações. Os parlamentares relataram preocupação com o descumprimento do isolamento social em bairros de Fortaleza durante a pandemia do novo coronavírus.

A segunda reunião da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Novo Coronavírus da Câmara Municipal foi com os superintendentes da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), Júlio Santos; da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima; e o diretor-geral da Guarda Municipal da Capital, Rômulo Reis.

Cada gestor apresentou um balanço das ações durante a pandemia de Covid-19 na Capital. Segundo Júlio Santos, desde o último dia 16 de março, a Agefis fez 560 fiscalizações em estabelecimentos e 261 notificações de irregularidades. O superintendente disse que a agência também soma mais de 1.626 ações de monitoramento e dispersão de aglomeração entre 8 de maio e 7 de junho, o período de isolamento social rígido. De acordo com a Agefis, as ações incluem, por exemplo, encerramento de festas e ainda apreensões de paredões de som.

Ainda segundo Júlio Santos, 79 operações diurnas foram realizadas com o objetivo de encerrar feiras irregulares. O superintendente da AMC, Arcelino Lima, disse que também foram vistoriados 576 pontos e mais de 50 mil pessoas foram abordadas nesse período de pandemia.

AMC

O balanço da Autarquia Municipal de Trânsito mostra que, entre 20 de março e 31 de maio deste ano, houve uma redução de 57,7% nos acidentes e de 18,9% nos casos com mortes, em comparação com igual período do ano passado.

Apesar da queda, o órgão ressaltou que houve um aumento do risco e das infrações de excesso de velocidade e avanço de semáforo vermelho. Arcelino Lima disse que a redução poderia ter sido maior, já que o número de veículos nas ruas durante o período de isolamento social rígido caiu bastante.

O diretor-geral da Guarda Municipal, Rômulo Reis, ressaltou que a instituição também realizou uma operação chamada Tolerância Zero. Entre as ações mais efetuadas pela Guarda, estão autos de infrações de trânsito - 49 ao todo -, seguidos pelas remoções de veículos, que foram 28.

Após as exposições dos gestores, vereadores cobraram a fiscalização da movimentação nas agências bancárias e lotéricas na Capital. Professor Eloi (PL) relatou aglomerações em alguns bairros. "Queria pedir ao pessoal da Agefis para dar suporte aqui no João XXIII, Osório de Paiva, Parque São José. Pela Parangaba, o pessoal (está) soltando raia todo dia".

Evaldo Lima (PCdoB) também disse que tem visto muita aglomeração nas lotéricas e sugeriu que a Prefeitura reforce medidas de proteção para as pessoas nesses locais. "São as agências lotéricas que pagam auxílio emergencial, Bolsa Família". Frota Cavalcante (PSD) também se mostrou preocupado com os índices de isolamento em bairros como Barra do Ceará, Pirambu e Álvaro Weyne. Para ele, a Prefeitura deve intensificar campanhas de conscientização.

"Precisamos fazer uma coisa mais pedagógica, fazer apelos através das nossas equipes. A Prefeitura entrar com outras propagandas, folders, explicações com os guardas (municipais), para que a gente consiga colocar na cabeça da sociedade que é preciso se cumprir o isolamento".

O superintendente da Agefis, Júlio Santos, disse que dará mais atenção às situações de aglomeração denunciadas pelos vereadores e ressaltou que a agência está de olho nas lotéricas. "Volantes estão rodando pela cidade toda. Esses dias iniciamos um cuidado com a orla, Beira-Mar, Vila do Mar, para evitar esse relaxamento que, às vezes, é natural. Quando libera um tipo de comércio, as pessoas acham que já está tudo normal".

 

 

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