Prefeito reúne secretários para definir prazos para ano pré-eleitoral

Roberto Cláudio evitou, porém, falar sobre as eleições de 2020. Algumas obras do pacote de investimentos anunciado em julho não devem ser concluídas até o fim da gestão e ficarão para o próximo chefe do Executivo municipal

Legenda: Reunião de Roberto Cláudio com o secretariado começou ontem e vai até hoje, no Teatro São José, no Centro
Foto: Foto: José Leomar

Na terceira reunião do ano com o secretariado, o prefeito Roberto Cláudio (PDT) detalhou, ontem, o pacote de obras anunciado no início de julho para a Capital, com mais de 150 intervenções em diferentes áreas. Apesar de o prefeito evitar falar sobre as eleições do ano que vem, foi exposto na reunião que nem todas as obras devem ser concluídas até o fim da gestão, em 2020, e ficarão para o próximo chefe do Executivo municipal.

A reunião com o secretariado para a definição de prazos e cronogramas ocorre em meio ao surgimento de vários nomes na base governista – e na gestão – como candidatos à sucessão de Roberto Cláudio. Na reunião, o prefeito ressaltou que já tem garantida verba superior a R$ 1,5 bilhão para a execução dos projetos e que as obras serão iniciadas ainda neste semestre.

“A gente tem um conjunto muito significativo de investimentos, principalmente da periferia de Fortaleza, nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, mobilidade, meio ambiente, espaços públicos. A ideia é que possamos sair daqui com esses prazos definidos e negociados. E também com uma estrutura de acompanhamento e de fiscalização adequada”, ressaltou. A reunião com os secretários segue até hoje, no Teatro São José.

No pacote de obras do Executivo, estão a construção do Hospital da Criança, a conclusão do prédio anexo do Instituto Doutor José Frota (IJF), a ampliação dos três Frotinhas e Gonzaguinhas, novos postos de saúde e policlínicas e 36 centros de educação infantil e 26 escolas.

Uma novidade apresentada pela gestão municipal no pacote são obras de saneamento básico, de responsabilidade do Governo Estadual. A titular da Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), Manuela Nogueira, justificou o investimento na área como uma necessidade para a conclusão de drenagens e pavimentações em alguns bairros. 

“Pela primeira vez, a Prefeitura não trata drenagem e pavimentação separadas do saneamento, que originalmente é uma demanda do Governo através da Cagece. Então, nós resolvemos intervir 100% nessa área em alguns bairros e comunidades. Nós vamos fazer drenagem, saneamento, pavimentação, iluminação, mobiliário urbano e paisagismo”, ressaltou a gestora.

Conforme a secretária, algumas das obras anunciadas devem ser finalizadas apenas em 2021. “A maioria deve estar concluída até agosto do ano que vem. As que não ficarem 100% finalizadas estarão bem encaminhadas até dezembro de 2020”. 

Fundo Imobiliário

Roberto Cláudio aproveitou a ocasião para defender a criação do Fundo Municipal Imobiliário, para vender imóveis e terrenos públicos inutilizados na Capital. De acordo com ele, o objetivo é utilizar os recursos para comprar terrenos em áreas mais necessitadas para a construção de equipamentos públicos.

“Nós não queremos comercializar para isso virar custeio. A ideia é que a gente possa transformar patrimônio em patrimônio”, ressaltou. Um projeto de lei sobre a criação do Fundo Imobiliário foi enviado à Câmara Municipal de Fortaleza na última terça (13) e tem gerado críticas da oposição. O texto prevê que a Prefeitura possa vender bens sem precisar pedir autorização ao Legislativo. A medida ainda não tem previsão de votação.