PF indicia ministro do Turismo em investigação de "laranjas"

A Polícia Federal aponta supostas irregularidades nas contas do PSL

Legenda: O ministro do Turismo, eleito deputado federal, presidia o partido em Minas Gerais à época
Foto: Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal indiciou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), sob suspeita de envolvimento no esquema de laranjas do PSL. A investigação policial concluiu que o ministro comandou esquema de desvio de recursos públicos por meio de candidaturas femininas de fachada nas últimas eleições.

Álvaro Antônio foi indiciado nesta semana sob suspeita dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa - com pena de cinco, seis e três anos de cadeia, respectivamente.

O presidente Jair Bolsonaro, também do PSL, disse que esperaria as conclusões da PF para definir o futuro do seu ministro, que tem negado irregularidades. Porém, ontem, o presidente decidiu mantê-lo no cargo.No dia 13 de março, em um café da manhã com jornalistas, Bolsonaro defendeu pressa na investigação da PF e disse que tomaria uma decisão sobre a permanência do ministro se a Polícia concluísse pelo envolvimento dele no caso dos laranjas.

"Podem ter certeza que uma decisão será tomada, lamento", afirmou na ocasião. O relatório policial com o indiciamento de Marcelo Álvaro Antônio foi enviado, ontem, ao Ministério Público de Minas Gerais.

O indiciamento serve como base para que o Ministério Público decida se oferece ou não denúncia à Justiça contra Álvaro Antônio. Caso a decisão da Promotoria seja em sentido similar ao da PF, a Justiça decidirá se aceita ou não essa denúncia. Em caso positivo, Álvaro Antônio se torna réu e passa a responder a processo.

Através de nota, o ministro afirma "que não cometeu qualquer irregularidade na campanha eleitoral", e que está "confiante". Ele disse que ainda não foi notificado.

Prisões

O braço direito do ministro na Pasta e dois ex-auxiliares que comandaram sua campanha no Vale do Aço de Minas Gerais chegaram a ser presos em junho. Os três, além de quatro candidatas laranjas, já haviam sido indiciados pela PF sob a suspeita dos mesmos crimes atribuídos ao ministro.

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