Parlamentares cearenses cobram mais rigidez do Governo em ações de combate às queimadas no País

Um decreto que proíbe por 120 dias queimadas legais em áreas rurais na região Amazônica e no Pantanal deve ser editado pelo Governo nesta semana. Medida é comemorada por parlamentares

Foto: Honório Barbosa

Em meio as pressões externas, o Governo Federal deve editar, nesta semana, um decreto que proíbe por 120 dias queimadas legais em áreas rurais na região Amazônica e no Pantanal do País.

No Congresso Nacional, parlamentares cearenses ligados a pautas ambientalistas comemoram a decisão, mas cobram mais rigidez do Governo. Quanto ao impactos na fruticultura nordestina, deputados apoiadores de Bolsonaro dizem que a pauta da preservação não deve impactar na exportações de frutos brasileiros.

Para o deputado federal Danilo Forte (PSDB), a fruticultura do Nordeste não tem nada a ver com o desmatamento amazônico.

"Não vejo aí nenhuma condição para arguir a questão da preservação da Amazônia com a questão das exportações do Ceará. Muito pelo contrário, nós temos que ter todo o cuidado com a Amazônia e em ampliar mercado", defendeu.

Já para Célio Studart (PV), a pressão externa deve fazer o Governo abrir os olhos para o desmatamento na Amazônia, menosprezado pelo ministro Ricardo Salles.

"Isso traz preocupação da equipe econômica do Governo Bolsonaro, porque mostra como os investidores externos começam a se preocupar com a imagem que o Brasil passa, acerca de uma péssima gestão no Ministério do Meio Ambiente, preocupando inclusive o Agronegócio brasileiro", destacou.


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