Oposição se une para atrasar andamento da nova Previdência

Cinco partidos divulgam documento sobre as estratégias de obstrução

Legenda: Comissão especial iniciou, na terça, a fase de debates sobre o parecer da reforma da Previdência no Congresso
Foto: Foto: Agência Câmara

Começou, nesta terça-feira (18), a discussão do relatório sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19), na comissão especial que analisa a proposta enviada pelo Governo. No total, 154 deputados se inscreveram para discursar, 91 contra e 63 a favor. Muitos deputados favoráveis evitaram falar para reduzir o tempo do debate, que pode durar cerca de três dias. A ideia seria garantir a votação do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) na semana que vem.

Só que essa previsão já enfrenta obstáculos. Ontem, cinco partidos de oposição (PDT, PSB, PT, Psol e PCdoB) anunciaram atuação conjunta contra a reforma, como obstrução na votação do texto e apresentação de destaques para alterar diversos pontos da proposta. Em documento divulgado ontem, essas siglas consideram que tanto a reforma da Previdência encaminhada pelo Governo, quanto o relatório feito por Moreira atacam direitos dos mais pobres.

Cearenses

Os deputados cearenses que integram a comissão especial são Heitor Freire (PSL), Capitão Wagner (Pros),André Figueiredo (PDT) e José Guimarães (PT). Na avaliação do deputado André Figueiredo (PDT), o processo de discussão será exaustivo e deve se encerrar na próxima semana.

"O que queremos é que na hora da votação dos destaques possamos fazer um pacto entre os partidos de modo que a gente possa minimizar alguns efeitos danosos à população mais humilde", disse.

Segundo o deputado José Guimarães (PT), a oposição pretende fazer um debate com bastante críticas ao relatório. "Temos críticas contundentes ao relatório".

Freire, que é favorável à proposta, não participará do debate nesta semana porque está em missão oficial parlamentar no Uruguai, como membro do Parlamento do Mercosul, o Parlasul.

O deputado Capitão Wagner (Pros) defendeu algumas alterações no novo texto da reforma. "Estou preocupado com a situação dos militares estaduais porque o relatório ficou pior que a proposta original. A do Governo já não era boa e o relator conseguiu piorar", disse.


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