Moro usa crise da Segurança no Ceará para defender Bolsonaro de preconceito com Nordeste

Ministro diz que envio da Força Nacional e oferta de vagas em presídios federais "ilustra que o Nordeste tem sido tratado sem preconceito"

Legenda: Ministro Sergio Moro citou a atuação do Governo Federal na Segurança Pública do Ceará para defender Bolsonaro
Foto: Foto: Agência Brasil

Após  a licença do cargo, terminada ontem, após a eclosão do vazamento de suas mensagens com procuradores da Lava Jato, o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) voltou, neste sábado, a usar sua conta oficial no Twitter para se manifestar sobre a polêmica fala do presidente Jair Bolsonaro sobre os governadores do Nordeste. O ex-juiz federal usou a crise na Segurança `Pública do Ceará no início do ano para refutar acusações de preconceito do Governo Federal contra a região. 

 

 

>Confira como os políticos reagiram à polêmica fala de Bolsonaro sobre o Nordeste
 

"Um testemunho: Em janeiro, na crise de segurança do Ceará, o PR @jairbolsonaro , primeira semana de governo, não hesitou em autorizar o envio da Força nacional e da Força de intervenção penitenciária e em disponibilizar vagas em presídios federais para as lideranças criminosas", tuitou Moro, acrescentando, em seguinda, uma conclusão. "Resultado, em conjunto com o Governo Estadual, mesmo sendo o Governador do PT, a crise foi controlada em semanas. Nada mais do que a obrigação. Mas ilustra que o Nordeste tem sido tratado sem preconceito pelo Governo Federal. Afirmações diferentes não resistem aos fatos".

 

 

Durante o café da manhã com jornalistas na sexta-feira,  Bolsonaro criticou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e se referiu aos estados da região Nordeste pelo termo "Paraíba", considerado pejorativo para se referir a nordestinos. Bolsonaro disse que "daqueles governadores de 'paraíba', o pior é o do Maranhão" e ainda "tem que ter nada com esse cara". 

A fala motivou a divulgação de uma nota conjunta dos governadores dos nove estados nordestinos expressando indignação com a declaração do presidente. O Palácio do Planalto não se manifestou sobre o incidente.