Ministério da Economia nega privatização do BNB

O ministro Guedes afirmou que o BNB não está no Plano de Desestatização do governo. A gestão diz que não há estudo no momento sobre a possibilidade

Legenda: Ao tratar de modo geral da economia brasileira, Guedes afirmou que ela "já começou a acelerar"
Foto: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

O ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, negou movimentações, por hora, para a privatização do Banco do Nordeste do Brasil. Em resposta à requerimento do deputado Marx Beltrão (PSD-AL), Guedes afirmou que "não há no momento estudo ou nota técnica que suporte uma decisão de privatização do BNB". 

O ministro disse ainda, em nota, que "qualquer decisão só será tomada após a prévia realização de estudos e de avaliação da política pública desempenhada pela estatal".

O coordenador da bancada cearense, Domingos Neto (PSD), adiantou que, apesar da nota do governo, os parlamentares da Frente não irão se desmobilizar pela defesa da instituição de fomento da região. "Isso (nota) nos dá um conforto, mas ficaremos todos vigilantes. Caso o governo retroaja, temos esse documento e uma unidade da bancada", disse. 

Nas últimas semanas, parlamentares têm se reunido em uma Frente para cobrar dos presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a defesa da instituição, que também tem atuação em Minas Gerais e no Espírito Santo. O governo Jair Bolsonaro (PSL) implementou um plano de desestatização como estratégia econômica, mas prometeu debate "democrático" sobre o assunto. 

Nos bastidores, a informação de possível fusão do BNB com o BNDES ganhou força desde o início do ano. A nota do governo finaliza alegando que o BNB "não consta no Plano Nacional de Desestatização - PND", e que, por esse fato, não "é permitido sequer contratar estudos de modelagem necessários à desestatização para a empresa". 

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