Mais de 130 prefeitos se reúnem com Camilo Santana para tratar de demandas contra o coronavírus

Devido à crise gerada pelo coronavírus, preocupações dos gestores municipais são principalmente relacionadas a aporte de equipamentos na área da saúde e a medidas de proteção sociais e econômicas

Legenda: Governador Camilo Santana se reuniu com prefeitos do Ceará nesta quarta-feira (8)
Foto: Foto: Divulgação

Mais de 130 prefeitos do Ceará participaram nesta quarta-feira (8) de uma reunião virtual com o governador do Estado, Camilo Santana (PT), para discutir demandas de combate à crise gerada pela Covid-19. O foco foi principalmente nas áreas de saúde, proteção social e economia.

Além do governador, participaram também o secretário da Saúde, Dr. Cabeto, e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, José Sarto (PDT). O prefeito Roberto Cláudio (PDT) foi quem abriu a reunião, apontando as ações que estão sendo adotadas na Capital.  

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Os gestores municipais cobraram aporte na questão sanitária para que possam dar conta de problemas como falta de testes rápidos de coronavírus, estrutura dos hospitais regionais, falta de equipamentos de proteção para profissionais da saúde, dentre outras demandas. 

Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, o governador reafirmou que aguarda a chegada de uma grande compra de equipamentos, prevista para o próximo dia 15, e que todas as medidas possíveis para acelerar o processo foram adotadas.  

O chefe do Executivo informou também que novos leitos de UTI estão sendo disponibilizados nos hospitais regionais. 

“Reforcei com os prefeitos a importância de estarmos cada vez mais juntos nas ações neste momento. O Estado continuará sendo parceiro dos municípios para que a gente possa fazer essa travessia da melhor forma possível, minimizando os efeitos para a população. Reforcei, ainda, a importância do distanciamento social em todas as cidades, mesmo aquelas que não têm casos registrados”, disse Camilo. 

Proteção social 

Os prefeitos também pediram ajuda do Governo no suporte à população como o fomento à fabricação de máscaras de pano, aumento de recursos da assistência social e melhorias nos benefícios relacionados a contas de água e de energia, por exemplo. 

O governador pontuou a efetivação de benefícios nas contas de energia e água e compra de 200 mil botijões de gás, além da antecipação do Cartão Mais Infância.  

Os gestores de municípios não abastecidos pela Cagece, mas por Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) também pediram que a isenção seja estendida. 

Bancos 

Outra demanda dos gestores é acionar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para que eles obriguem os bancos a se responsabilizarem pela organização das filas externas dos estabelecimentos bancários.  

"Temos mais de 500 bancos no Estado. Se a gente coloca um funcionário da prefeitura em cada um, eu tenho pelo menos 500 funcionários públicos trabalhando em prol dos bancos, que é uma categoria que ganha muito dinheiro no país", pontua Nilson Diniz. 

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Crise financeira 

Também foi discutido apoio a demandas nacionais que podem ter impacto sobre a renda da população, como a liberação do Garantia Safra a agricultores e agricultoras do Estado. Os municípios também estão preocupados com a queda na arrecadação a partir, principalmente, dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do ICMS e do Fundeb. 

"Todos nós vamos enfrentar um problema muito sério que é o de recursos, orçamentos e receitas. Tenho conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para que a gente tenha mecanismos que deem garantias para que municípios e estados possam garantir as ações essenciais à população”, afirmou o Governador Camilo Santana, sobre a recomposição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).  

Feriado 

A proximidade de um feriado prolongado também tem preocupado gestores em relação ao deslocamento entre os municípios, especialmente entre a Capital e o Interior.  

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Os prefeitos de Fortaleza, Roberto Cláudio, e de Sobral, Ivo Gomes, ressaltaram a preocupação com a chegada da Semana Santa. 

“É muito importante uma orientação nossa para evitarmos as viagens. Vou fazer isso aqui em Fortaleza, porque aqui é onde há a maior incidência (de casos) e há uma possibilidade real de casos assintomáticos irem ao interior e contaminarem as pessoas”, disse Roberto Cláudio.  

Segundo Nilson Diniz, o Governo se comprometeu a avaliar uma medida que possa garantir bloqueios ou outras ações para reduzir os fluxos.