Governo Bolsonaro busca solução pacífica para Venezuela

Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) minimizou o risco de um conflito militar entre Brasil e Venezuela

Legenda: Filho do presidente descarta interesse em conflito armado com país vizinho
Foto: Agência Senado

A política externa do Governo Bolsonaro enfrenta seu maior desafio: oferecer uma solução pacífica para a crise venezuelana, em meio aos riscos de uma intervenção militar, uma opção extrema que os EUA e aliados não descartam desde a tentativa frustrada da oposição de depor o presidente Nicolás Maduro na última terça-feira.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse, nesta quinta-feira, que um conflito armado na Venezuela não resolveria a crise no país vizinho, mas que é necessária uma ação para restabelecer a democracia naquela nação.

"Há um norte sobre essa questão para o Governo de que não é uma guerra entre Brasil e Venezuela, mas é um problema que só vai se resolver ao se restabelecer a democracia na Venezuela", disse o senador, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, durante reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

O congressista reforçou que o Governo brasileiro está tratando o assunto de forma "pé no chão" e acompanha a situação de maneira apreensiva. Não haveria, ressaltou, nenhum interesse em conflito armado no país vizinho.

Além de acompanhar a crise, o parlamentar ressaltou a importância de acolher venezuelanos que entram no País.

Roraima

Na próxima segunda-feira (6) a Subcomissão da Comissão de Relações Exteriores criada para tratar dos assuntos da Venezuela se reunirá às 14h, com a participação do prefeito de Pacaraima (RR), Juliano Torquato e o do presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jalser Renier.

Parlamentares relatam que a situação na fronteira é dramática, tanto em termos de segurança quanto de saúde.

Embaixadores

Enquanto a crise no país vizinho não se aproxima de uma solução, Jair Bolsonaro segue redesenhando a estrutura da diplomacia brasileira.

O presidente enviou ao Senado, para apreciação, nomes de quatro diplomatas. Foram indicados: Claudio Raja Gabaglia Lins, para ser embaixador das Bahamas; Luiz Alberto Figueiredo Machado, para embaixador do Catar; Ruy Pacheco de Azevedo Amaral, para embaixador da Jordânia; e Roberto Abdalla, para embaixador na Grécia.


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