Governadores cobram inclusão de vacina em Plano Nacional

Gestores estaduais se reúnem com os presidentes da Câmara e do Senado

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Legenda: Mundo aguarda a aprovação final de um imunizante contra o novo coronavírus, motivando reuniões políticas sobre o tema
Foto: AFP

Governadores das cinco regiões do País reuniram-se, ontem, com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) para que a vacina contra a Covid-19 seja incluída no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Hoje, o programa oferece 44 imunobiológicos com distribuição para todo o País.
O encontro foi marcado após solicitação do coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil, o governador do Piauí, Wellington Dias. Segundo ele, gestores defendem a compra da primeira vacina que for autorizada pelos órgãos competentes. 

“A defesa que nós, governadores, fazemos é que a primeira vacina que tiver autorização científica é ela que o Brasil tem que adotar”, disse Dias.

“Se ela é feita no Butantan, na Fiocruz, nesse ou naquele país, isso é irrelevante em relação à prioridade que é salvar vidas”, acrescentou.

Participaram da reunião os governadores do Acre (Gladson Camelli), Goiás (Ronaldo Caiado), Espírito Santo (Renato Casagrande), Mato Grosso (Mauro Mendes), Piauí (Wellington Dias), Rio de Janeiro (em exercício, Cláudio Castro), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite) e dos vice-governadores de São Paulo (Rodrigo Garcia) e do Distrito Federal (Paco Britto).

Recuperação fiscal

Governadores também pediram a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 101/20, que permite a oferta de crédito aos estados com lastro da União, condicionado a ajuste fiscal. 

A medida permite que estados e municípios sem capacidade de pagamento tenham acesso a empréstimos com garantias da União desde que façam um ajuste fiscal para recuperar suas finanças. As regras previstas no projeto podem beneficiar Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – estados com a pior situação fiscal, que poderão aderir a regime de recuperação por 10 anos.

Ontem, a Câmara adiou pela quarta vez seguida a sessão de votações no plenário sem conseguir analisar nenhum projeto. Partidos estão em obstrução pela indicação de cargos na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

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