Em mensagem ao Congresso, Bolsonaro pede 'união' e aprovação de reformas

Em mensagem ao Congresso, na abertura do novo Ano Legislativo, o presidente Jair Bolsonaro fez, ontem, um apelo aos parlamentares pela aprovação da reforma da Previdência e pregou "união para resgatar o Brasil". Manteve, no entanto, o tom que marcou sua campanha eleitoral, com críticas aos governos anteriores e "ideologias" atribuídas ao PT.

A mensagem, levada à Casa pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi lida pela 1ª Secretária da Mesa Diretora, deputada Soraya Santos (PR-RJ).

Apesar de críticas a ideologias, Bolsonaro disse rejeitar a perseguição a oposicionistas, mas acrescentou que pede a eles "apenas: respeito ao País e dignidade no exercício de seu legítimo papel".

Sobre a Nova Previdência, termos usado para se referir à reforma no sistema de aposentadorias, o presidente afirmou que este é o primeiro passo para a criação de um "círculo virtuoso na economia" do País. Com a medida, afirmou Bolsonaro, tem início uma grande mudança no Brasil. "A confiança sobe, os negócios fluem, o emprego aumenta. E eis que se inicia um círculo virtuoso na economia".

Em seu discurso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não será uma tarefa fácil. "A reforma da Previdência não é um debate simples, precisamos ter sensibilidade para evitar que o sacrifício à população seja demasiado". Ele disse, no entanto, que é preciso evitar que os sacrifícios da população sejam "injustamente distribuídos".

Aliado do Planalto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) defendeu a aprovação da proposta. "A reforma da previdência é uma bandeira do Brasil", disse. Ele também pregou que haja harmonia entre os Poderes e disse que práticas das "oligarquias mandonistas" devem ser sepultadas.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, também defendeu que haja um "pacto entre os três Poderes" por reformas.


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