Em mensagem ao Congresso, Bolsonaro diz que governo está preparado para executar plano de vacinação

Esta foi a primeira vez que Bolsonaro foi ao Congresso pessoalmente levar a mensagem. Ele foi hostilizado na solenidade

Políticos no Congresso Nacional na abertura do ano legislativo
Legenda: Jair Bolsonaro participa de sessão que abre o ano legislativo no Congresso
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Em mensagem enviada ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo está preparado para executar o plano de vacinação contra Covid-19. A mensagem foi lida pelo próprio chefe do Planalto na cerimônia de abertura do ano legislativo, no plenário da Câmara. Bolsonaro foi chamado de "genocida" pela oposição durante a solenidade.

"O governo federal se encontra preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Com isso, seguimos envidando todos os esforços para o retorno à normalidade na vida dos brasileiros", afirmou Bolsonaro, lendo a mensagem.

Ele foi chamado por parlamentares da oposição de "fascista" e "genocida". Em resposta, aliados puxaram coro de "mito".
Foi necessária a intervenção do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para acalmar os ânimos.

"Vamos dar uma oportunidade à pacificação deste país, uma delas é que respeitando a manifestação de pensamento possamos respeitar as instituições deste país. Vamos dar mais uma oportunidade para que possamos iniciar uma nova fase de consenso, de respeito à divergência", disse Pacheco.

Antes de começar seu discurso, que foi lido, Bolsonaro lembrou que foi por 28 anos deputado, mas que nunca desrespeitou autoridades que ali estiveram. E arrematou: "Nos encontramos em 22", em alusão ao ano da próxima eleição presidencial.

Após o atraso na distribuição de doses no Brasil, Bolsonaro fez um pacto com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, para priorizar o acesso da vacina a todos os brasileiros. Para isso, o governo abriu um crédito extraordinário de R$ 20 bilhões para compra de doses, citado pelo chefe do Executivo no discurso.

Esta foi a primeira vez que Bolsonaro foi ao Congresso pessoalmente levar a mensagem desde que assumiu a Presidência da República. Nos anos anteriores, Bolsonaro enviou o então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para fazer a leitura da mensagem.

Em 2019, o presidente não compareceu porque se recuperava de uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal. No ano passado, recuperava-se de uma vasectomia.

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