Criticado, Domingos Neto atribui aumento do Fundo Eleitoral a interesses partidários

O líder da bancada cearense ressalta que o fim do financiamento de empresas privadas aos candidatos impacta na necessidade de mais dinheiro

Legenda: Domingos Neto é relator geral da proposta orçamentária de 2020
Foto: Agência Câmara

O aumento de R$1,8 bilhão para o Fundo Eleitoral foi confirmado nesta quarta-feira (4) pelo relator geral da proposta orçamentária de 2020, Domingos Neto (PSD).  Dessa forma, a dotação para as campanhas municipais pode chegar a R$3,8 bilhões no próximo ano. O anúncio da previsão de verba para campanhas eleitorais rendeu críticas ao líder da bancada cearense. 

O montante é quase o dobro do que havia sido indicado pelo governo. Na versão do Poder Executivo, a proposta já reservava R$ 2 bilhões, valor superior ao R$ 1,7 bilhão do pleito de 2018. 

Em nota, Domingos Neto atribuiu o aumento a um pedido de 13 partidos que subscreveram o relatório.

 "Existe um pleito, que foi formalizado por todos os partidos, que (define) que a eleição municipal do ano que vem será a maior de todo o sistema. Esse é um texto coletivo. Em uma democracia, nada é por decisão individual e ainda teremos três rodadas de votação", explica o texto. 

O parlamentar ainda lembrou que as empresas privadas estão impedidas de financiar campanhas e, por isso, alega que os politicos precisam de um recurso a mais para as campanhas.

"Sem o Fundo, elegeríamos somente pessoas que têm muito dinheiro para financiar campanhas. Será que é por isso que só poucos políticos ligados a empresários mais ricos argumentam ser contra?", informa.

De acordo com Domingos, o recurso para o Fundo Eleitoral está garantido sem prejuízos para outras áreas.

"Fizemos isso sem ter mexido nos investimentos para os setores que a sociedade mais precisa", disse.


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