Chanceler chora durante cerimônia de formatura de diplomatas

Alvo de críticas, Ernesto Araújo se emocionou ao falar da família

Legenda: Ernesto Araújo defendeu um posicionamento do Brasil em relação ao conflito na Venezuela
Foto: AFP

Alvo de diversas críticas, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, chorou, nesta sexta-feira, durante uma cerimônia de formatura de novos diplomatas, em Brasília.  Ele discursava na solenidade, quando começou a falar da família e se emocionou. 

O chanceler expressou agradecimento ao apoio da mulher Maria Eduarda e afirmou aos formandos que o apoio dos familiares será fundamental na carreira que escolheram.

"Nem tudo serão rosas para vocês", afirmou.

Araújo falou sobre a crise na Venezuela e defendeu a tomada de posicionamento do Brasil no conflito. Na sua opinião, a diplomacia brasileira não pode mais ficar "em cima do muro" e precisa ter "sangue nas veias".

"Diplomacia não significa ficar em cima do muro. Não é ver os grandes embates e aderir ao vencedor. Diplomacia precisa ter sangue nas veias", disse.

Araújo afirmou que o Brasil ajudou "de maneira decisiva a criar uma marcha irreversível de democracia na Venezuela". 

O chanceler também lamentou pessoas que, segundo ele, torcem a favor "da tirania e do cinismo" no país vizinho apenas por torcer contra o governo de Jair Bolsonaro, mencionando entre essas pessoas setores da imprensa.

Mortes 

Pelo menos cinco manifestantes morreram, três deles menores de idade, e 239 ficaram feridos durante os protestos na Venezuela após a revolta liderada pelo líder opositor Juan Guaidó, segundo números divulgados nesta sexta-feira em Genebra por uma porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Entre as vítimas estão um adolescente de 15 anos morto no Estado de Mérida, dois jovens de 16 e 24 anos em Aragua e outros dois de 15 e 27 anos que faleceram após os protestos organizados no dia 1º de maio na praça de Altamira, em Caracas.


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