Capitão Wagner defende diálogo com vereadores para ampliar base; veja entrevista do candidato

O candidato do Pros foi o primeiro entrevistado do Ponto Poder na Verdinha no segundo turno em Fortaleza, em que também declarou ter independência política e prometeu melhorar atendimento nas unidades de Saúde

fotografia
Legenda: O candidato do Pros foi o primeiro entrevistado da rodada de entrevistas do Ponto Poder na Verdinha com postulantes do segundo turno
Foto: Helene Santos

O candidato do Pros à Prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner, pretende dialogar com os vereadores de oposição eleitos no primeiro turno para tentar ampliar sua base de apoio na Câmara Municipal da Capital, se for escolhido no dia 29 de novembro para o comando da Cidade. Ele destacou ainda ter uma situação de independência em relação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que irá aprimorar protocolos de atendimento nas unidades básicas de Saúde (UBSs) da Capital para combater a Covid-19. As declarações foram dadas ao programa Ponto Poder na Verdinha AM 810, ontem, que iniciou uma série de entrevistas com os postulantes que disputam o segundo turno na Capital.

Com o resultado do primeiro turno, a coligação de Wagner elegeu 12 vereadores na Câmara Municipal de Fortaleza contra 31 de outros partidos – sendo 25 deles de legendas que compõem o arco de alianças do candidato governista, Sarto Nogueira (PDT). Para fortalecer sua base na Casa, em uma eventual gestão, o concorrente do Pros prometeu dialogar com parlamentares do grupo adversário.

“Não há dificuldade da minha parte de conversar com quem quer que seja. Tem como a gente construir essa base, até porque as ideias que a gente quer encaminhar no primeiro momento para a Câmara são boas para a Cidade. A gente não vai encontrar qualquer dificuldade para aprovar. Acredito que até vereadores que são oposição (a eventual gestão dele) vão votar a favor das matérias que eu quero encaminhar”, disse.

Como prefeito, ele disse que vai buscar dialogar com o Governo Federal e Estadual a fim de garantir recursos para seus projetos na Capital, com posicionamento “independente”, como destacou ter feito ao longo de sua trajetória.

“Em todas as situações que eu tive que votar em relação à Câmara Municipal, Assembleia Legislativa ou no Congresso Nacional, meus posicionamentos foram independentes”, frisou o postulante.

Questionado sobre a relação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que declarou abertamente apoio à sua candidatura na Capital durante o primeiro turno, Wagner continuou ressaltando a sua independência política.

Ele acrescentou ainda que, apesar de ter apoiado o atual mandatário na eleição de 2018, seus posicionamentos como deputado federal são autônomos, votando a favor e contra as propostas do chefe do Executivo Federal. “Eu nunca devi obediência a nenhum grupo político, sempre votei a favor daquilo que eu achava bom para a população. E, logicamente, o que eu achava ruim, votei ao contrário”, afirmou.

Covid-19

Se eleito, Capitão Wagner deve assumir o Paço Municipal no contexto de pandemia da Covid-19. Para combater a doença, ele se comprometeu a aprimorar os protocolos de atendimento das UBSs e pontuou que já tem uma equipe de técnicos definida. Os nomes, no entanto, só devem ser divulgados após o resultado do segundo turno.

“Muitas pessoas que buscaram esse atendimento, já com a falta de ar, vieram a perder a vida justamente porque não havia respiradores, não havia um protocolo mais definido de como tratar essas pessoas em relação a medicamentos, em relação aos tratamentos que deveriam ser desenvolvidos”, apontou.
O postulante ao Paço Municipal também prometeu garantir uma vacina para a população fortalezense.

Em campanha no primeiro turno, Wagner disse ser contra a obrigatoriedade do imunizante contra a Covid-19 e que iria aguardar a comprovação da eficácia da vacina.

Propostas

Em relação aos efeitos da pandemia na economia, o candidato propôs a revogação da Lei de Alvarás e a isenção de alguns impostos para o setor produtivo, desde que a categoria se comprometa a gerar emprego. “A gente tem a consciência de que a gente precisa ser aliado e parceiro do setor produtivo para gerar esses postos de trabalho ou a gente vai continuar nessa crise econômica”, destacou.

Questionado sobre a viabilidade da implementação dessas medidas, Capitão Wagner disse que “dá, sim” e, se falta dinheiro hoje para algumas demandas, é por conta do “inchaço da máquina pública”.

“Dá, sim, para a gente atender o setor produtivo. Dá, sim, para criar novos postos de trabalho”, salientou.

Já na Educação, ele prometeu reativar os laboratórios de informática na rede municipal de ensino, além de garantir equipamentos de proteção individual para alunos, professores e funcionários.

Hoje, o convidado do programa Ponto Poder na Verdinha AM 810 é Sarto Nogueira (PDT). A nova rodada de entrevistas com os postulantes ao 2º turno na Capital foi iniciada ontem pelo programa.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre política