Cagece inicia mudanças para viabilizar abertura de capital

As alterações na estrutura da companhia começaram em 2019, mas os detalhes ainda não podem ser divulgados

Legenda: A ampliação do sistema de abastecimento de água é uma das metas da abertura de capital da Cagece
Foto: Foto: Deivyson Teixeira

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) iniciou a implementação de mudanças internas para viabilizar a abertura de capital para a iniciativa privada. Com o pedido de registro de oferta pública feito na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entretanto, a Cagece não pode divulgar detalhes sobre o processo.

"Essa é uma operação em que nós temos que seguir regras. Para acessar o mercado de capitais e os investidores, tudo que falarmos sobre operações, tem que ser por meio da CVM", explica Neuri Freitas, presidente da companhia.

A meta da abertura, continua ele, é a melhoria do serviço para a população. "Se tudo se efetivar, nós teremos mais recursos para aplicar nos sistemas, para ampliar a rede de esgoto e para melhorar redes de água", ressalta.

A melhoria na governança da companhia também deve ser aprimorada com a entrada da Cagece na CVM e na Bolsa de Valores, aponta Freitas. Antes disso, são necessários alguns ajustes na estrutura da companhia para adequação às regras da CVM.

Para isto, ainda no dia 30 de dezembro, foram realizadas duas Assembleias Gerais Extraordinárias para discutir e votar alterações no seu Estatuto Social e a sua Estrutura Administrativa. "Essas reuniões também estão dentro desse escopo. As mudanças são para atender algumas regras que são exigidas pela CVM. São mudanças de questões estatutárias, alguns dispositivos internos e normas", informa Neuri Freitas. Os detalhes, contudo, ainda são sigilosos.

Aprovação

A iniciativa de abertura de capital ocorre após aprovação pelos deputados estaduais, em setembro de 2019, de redução da participação acionária do Estado na Cagece.

Na proposta do Executivo, a justificativa é de contribuir com os "imensos desafios para a universalização e para a prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário".

Em 2018, 40,9% dos 151 municípios cearenses assistidos contam com o sistema de esgoto instalado, o que totalizaria cerca de 59% de falta de cobertura nessas localidades.

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