Bolsonaro diz que atuação de Onyx em relação ao Rio Grande do Sul é questão a ser estudada

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente prometeu dar um "cartão vermelho" a ministros que usarem o cargo e as ações de suas pastas para se promoverem eleitoralmente

Legenda: Bolsonaro foi questionado se Onyx (foto) não estaria atuando para se candidatar ao governo estadual em 2022 por priorizar encontros regionais e entrevistas para veículos locais do Rio Grande do Sul
Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a atuação do ministro gaúcho Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em relação ao Rio Grande do Sul é "um ponto a ser estudado". O mandatário disse, no entanto, que não iria confirmar se há, de fato, interesse eleitoral de Onyx no estado.

"É um ponto a ser estudado", disse Bolsonaro ao ser questionado se Onyx não estaria atuando para se candidatar ao governo estadual em 2022 por priorizar encontros regionais e entrevistas para veículos locais do Rio Grande do Sul. Nos últimos dias, o ministro teve a pasta esvaziada e alguns de seus auxiliares foram demitidos.

"Qualquer ministro que, por ventura, queira usar o ministério em vez de atender ao Brasil para atender o seu Estado ou o seu município está fadado a levar um cartão vermelho. Não vou confirmar o que você falou aí sobre Onyx dar sinais de que possui interesse eleitoral no RS, mas, em havendo...", disse Bolsonaro sem concluir a frase.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada na edição desta quinta-feira, 6, o presidente prometeu dar um "cartão vermelho" a ministros que usarem o cargo e as ações de suas pastas para se promoverem eleitoralmente.

Nesta quinta, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro reforçou o posicionamento. Ele disse que um integrante do governo que tenha interesses eleitorais pode despertar questionamentos sobre a priorização de um Estado em detrimento de outro, o que pode trazer problemas para a sua gestão.

"Até porque o pessoal local vai começar a bater, porque está vindo mais recurso para tal Estado e não para todos de maneira uniforme. Se isso estiver acontecendo, vamos ter problemas pela frente", afirmou. "Os ministros sabem que, no que for possível, estou ligado em quase tudo e, percebendo (...), não conte com a minha simpatia. Quem se preocupa com política no governo não vai dar certo", avisou.

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