Bolsonaro dá mais indicações sobre nomes para futuro governo

Gustavo Bebianno, um dos homens de confiança, do capitão reformado do Exército, foi elogiado por Onyx Lorenzoni ao deixar o gabinete de transição

Escrito por Redação,

Política

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu mais indicações sobre sua futura equipe de governo. Ontem, ele afirmou que o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) poderá assumir o Ministério da Saúde em seu governo.

Se confirmada a nomeação, será a terceira de um integrante do Democratas para o futuro governo - apesar de, durante a campanha eleitoral, o então presidenciável do PSL ter procurado se diferenciar dos políticos e partidos tradicionais. Formado pela Universidade Gama Filho, Mandetta foi conselheiro do plano de saúde Unimed.

Quem também deve assumir um posto no novo governo é o advogado Gustavo Bebianno, um dos principais assessores de Bolsonaro e que durante a campanha foi presidente do PSL. Ontem, ao deixar o prédio onde funciona o gabinete de transição, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que Bebianno será o "futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência". Ele fez o comentário ao relatar que esteve com o dirigente do PSL na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Depois, Onyx disse que quem "vai anunciar isso é o presidente".

"Eu torço para que isso aconteça porque ele é um parceiro de todas as horas", afirmou. "É um desejo de ver alguém que foi tão importante na campanha e tem todas as condições de participar. Eu sou um cara disciplinado e quem decide isso é o presidente". Bebianno chegou a ser cotado para o Ministério da Justiça, que acabou ficando nas mãos do juiz Sérgio Moro.

As articulações políticas, inclusive para a formação da nova administração, estão a cargo de Lorenzoni, nomeado ministro extraordinário para tratar da transição e que vai assumir a Casa Civil a partir de janeiro. Outro nome definido do DEM no governo Bolsonaro é o da deputada Tereza Cristina Dias (MS), que irá para o Ministério da Agricultura. Integrante da bancada ruralista, ela defende, por exemplo, maior liberdade para o uso de agrotóxicos na agricultura.

Sobre Mandetta, Bolsonaro disse que as negociações não chegaram a um fim. "Conversei com o Mandetta hoje (ontem), dei mais um passo, estou conversando com ele, sim. Ele tem reportado as questões da saúde comigo. Pode (ser o novo ministro), está sendo conversado o nome dele, mas nada definido", afirmou o presidente eleito.

Segundo Bolsonaro, o novo ocupante da Pasta precisa "ter uma gestão, tem de economizar dinheiro, tem de tapar os ralos que existem". "Tem de ter o prontuário eletrônico (dos pacientes). Não pode o elemento fazer um exame aqui hoje e, daqui a dois meses, estar em outro Estado e fazer outro exame. Nós queremos é facilitar a vida do cidadão e também economizar recursos".

Bolsonaro descartou destinar mais dinheiro à Saúde. Disse que o importante é racionalizar o uso dos recursos já existentes. "Não tem como falar em investir mais na saúde porque nós já estamos mais que no limite de gastos em todas as áreas", disse.

Já a atriz Maitê Proença confirmou que seu nome foi levado ao Bolsonaro como sugestão para a Pasta do Meio Ambiente por ambientalistas, economistas e pesquisadores.