Articulações para a Mesa Diretora agitam bastidores da Câmara Municipal

Restando pouco menos de um mês para a posse, parlamentares eleitos ou reeleitos intensificam diálogos para decidir quem será o próximo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza; semana é de reunião entre aliados

Legenda: Nova Mesa Diretora será eleita logo após a posse dos vereadores vitoriosos nas urnas, em 1º de janeiro
Foto: José Leomar

Faltando menos de um mês para a posse dos vereadores eleitos, as articulações para a nova composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza têm agitado os bastidores do Legislativo Municipal e esta semana deve ser de definições. Maior bancada da Casa, o PDT definiu o nome a ser indicado para a Presidência e está se reunindo com partidos aliados para tentar construir a nova formação. Após o crescimento da bancada nas urnas, a oposição também faz as primeiras movimentações para ocupar espaços na Casa.

Os vereadores eleitos pelo PDT se reuniram ontem (1º) e fecharam apoio ao atual presidente da Câmara, Antônio Henrique, para seguir no cargo por mais dois anos. Com dez parlamentares, a bancada pedetista deve ser a maior da próxima legislatura.

Tem sido tradição na Casa o partido com maior número de vereadores indicar o presidente. Também pesa em favor do atual mandatário da Câmara a relação próxima com o prefeito eleito. Sarto e Antônio Henrique são aliados políticos há quase duas décadas.

Apesar da decisão, a articulação para a composição da Mesa Diretora passa também por articulações com outras legendas aliadas. Os diálogos e reuniões com vereadores eleitos de outras siglas já começaram e devem continuar ao longo de toda a semana. Segundo parlamentares entrevistados pela reportagem, os próximos dias devem ser decisivos para a formação da chapa que será avalizada pelos vereadores.

Aliados

Antônio Henrique disse que irá se reunir com todas as bancadas eleitas para a próxima legislatura, inclusive as de oposição, para tentar construir uma candidatura única.

Uma das maiores bancadas governistas da Câmara, com três parlamentares eleitos, o Cidadania pretende reivindicar cadeiras na composição da Mesa liderada pelo PDT. "Uma bancada maior nos permite ocupar espaços de mais destaque, onde a gente possa ajudar mais o coletivo", afirma o vereador Michel Lins.

Também com três vereadores eleitos, o PSB ainda irá se reunir internamente para ter definições sobre quais lugares querem ocupar dentro da Câmara Municipal. Eleito para o primeiro mandato, Léo Couto (PSB) aponta que o partido deve "ter um posicionamento até o final da semana".

Um dos partidos aliados ao PDT desde o primeiro turno, o PP também aguarda definições sobre a composição. "Queremos nosso espaço para discutir as leis da cidade", afirma o vereador Emanuel Acrízio (PP). Ele disse que a sigla aguarda uma reunião para discutir o tema.

Oposição

Também ontem, os parlamentares eleitos ligados a Capitão Wagner (Pros) se reuniram para iniciar as articulações sobre a Mesa Diretora. No total, 12 parlamentares integram a oposição ligada ao deputado federal e candidato derrotado no segundo turno do pleito para a Prefeitura de Fortaleza.

Ronaldo Martins (Republicanos) afirmou que existe a intenção de ocupar cargos na Mesa por parte de alguns vereadores. "Muitos que terão o primeiro mandato querem ter essa atuação", explicou. Ele disse que ainda não foram procurados pela base, mas citou que estão abertos ao diálogo.

Márcio Martins (Pros) disse que levaria duas propostas para os colegas. A primeira seria lançar candidatura de oposição à Presidência para "demarcação de espaço". Até o fechamento desta matéria, ainda não havia nomes definidos para encabeçar.

A outra possibilidade seria a criação de um bloco partidário unindo as cinco legendas que integraram a coligação de Wagner: Podemos, Pros, Republicanos, PSC e PMB. "Queremos fortalecer esse time e discutir a cidade", disse.

Posição petista

O posicionamento dos vereadores eleitos pelo PT segue uma incógnita. Aliados do PDT para o segundo turno da disputa na Capital, a tese de integrar a base aliada ainda sofre resistências dentro da legenda. 

Resistência

Os principais defensores de que o PT integre a oposição são aliados a Luizianne Lins, que não se posicionou no segundo turno. Os vereadores eleitos participam de reuniões com pedetistas.

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