STJ julga posse do Palácio Guanabara, a ação mais antiga do Judiciário

Os herdeiros da Princesa Isabel e do seu marido, Conde d'Eu, alegam que o governo brasileiro não indenizou a família pela tomada do palácio, logo após a Proclamação da República

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) volta a julgar processo em que herdeiros da família Orleans e Bragança reivindicam a devolução do Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro.

A ação é considerada a mais antiga do Judiciário e tramita desde 1895. Dois recursos especiais serão examinados nesta terça-feira (27) pela Quarta Turma do STJ.

Os herdeiros da Princesa Isabel e do seu marido, Conde d'Eu, alegam que o governo brasileiro não indenizou a família pela tomada do palácio, logo após a Proclamação da República.

Segundo informa o STJ, em 123 anos de tramitação o caso já teve decisões de diversos ramos da Justiça, incluindo a reabertura da discussão após o processo ter sido encerrado na década de 60.

Trata-se de recursos em face de acórdão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro).

Segundo os autos, o Palácio Isabel - hoje Palácio Guanabara - "foi adquirido especificamente para habitação de Suas altezas Imperial e Real, fundando-se um patrimônio em terras pertencentes à Nação (Art. 8º do Contrato de Casamento da Princesa Isabel e Gastão de Orléans, Conde e Condessa dÉu)".

De acordo com o contrato de matrimônio - e das Leis nº 166 de 29 de setembro de 1840 e 1217 de 7 de julho de 1864 - o imóvel é de propriedade da União.

Em 18 de julho de 1991, foi baixado o Decreto nº 447, incorporando ao patrimônio da União todos os bens que constituíram o dote ou patrimônio do casal.

O TJ-RJ negou provimento às apelações por entender que o Palácio Guanabara, hoje sede do governo do Estado, ficou definitivamente incorporado ao patrimônio da União.

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