Morre ex-ministro Roberto Gusmão, aos 96 anos

Ele deixa uma esposa e quatro filhos

Ministro do governo de José Sarney, Roberto Herbster Gusmão morreu no sábado (17), aos 96 anos. O laudo aponta insuficiência respiratória como a causa da morte do político. Gusmão estava de cama desde março de 2018, quando teve um AVC. Seu corpo está sendo velado no Cemitério do Morumby, na capital paulista, na manhã deste domingo (18). Ele deixa uma esposa e quatro filhos. 

Sua vida política teve início na União Nacional dos Estudantes (UNE), em que foi presidente, e na campanha "o petróleo é nosso" nas décadas de 40 e 50. Além disso, Gusmão foi um dos fundadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na instituição, lecionou direito trabalhista de graduação e pós-graduação, de acordo com a FGV.

Em 1959, foi nomeado inspetor da Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo. O ato ocorreu por indicação do PTB, parte da coligação que elegeu Juscelino Kubitschek em outubro de 1955. Pelo mesmo partido, foi vereador, em 1965, na capital paulista. Após o Golpe Militar de 1964, foi cassado pelo Ato Institucional n°2 e teve seus direitos políticos suspensos.

Já na década de 80, atuou como chefe da Casa Civil na gestão de Franco Montoro no governo de São Paulo. Em 1981, filiou-se ao Partido Popular (PP), à época liderado por Tancredo Neves. 

A partir de março de 1983, assumiu a presidência do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (Badesp). Dessa forma, tornou-se membro do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo S.A. (Banespa). Gusmão também foi ministro do governo de José Sarney, até 1986.


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