Grupo pró-Bolsonaro protesta em frente ao STF com tochas e máscaras

Grupo era liderado por Sara Winter, atualmente investigada pelo STF no inquérito contra fake news

Captura de tela do vídeo de manifestantes com tochas e máscaras durante protesto
Legenda: Manifestantes usavam máscaras e carregavam tochas de fogo durante o protesto em Brasília
Foto: Reprodução/Facebook

Um grupo de pessoas mascaradas carregando tochas protestou no início da madrugada deste domingo (31) em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal). Os manifestantes eram liderados por Sara Winter, investigada no inquérito contra fake news que tramita no STF.

Ela é um dos líderes do chamado movimento "Os 300 do Brasil", formado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que acampam em Brasília. Com máscaras, roupas pretas e tochas, o grupo, formado por poucas dezenas de pessoas, desceu a Esplanada e, segundo imagens divulgadas por eles nas redes, se posicionou em frente ao Supremo.

"Viemos cobrar, o STF não vai nos calar", gritavam.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito das fake news foi o principal alvo deles: "Ministro covarde, queremos liberdade. Inconstitucional, Alexandre imoral".

O acampamento chamado Os 300 do Brasil, do qual Sara Winter é líder, tem participantes armados, como a própria coordenadora afirmou em entrevista à Folha de São Paulo. Ela disse, contudo, que as armas são apenas para autodefesa. O porte de armas em manifestações é proibido pela Constituição.

Um dos objetivos do grupo é treinar militantes dispostos a defender o governo Bolsonaro. A ativista também teve breve passagem pelo Ministério dos Direitos Humanos, cuja titular é Damares Alves.

O grupo passou a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República, no âmbito do inquérito instaurado no fim de abril para apurar as recentes manifestações antidemocráticas. A apuração foi autorizada também pelo ministro Alexandre de Moraes.

A organização liderada por Sara refuta o suposto caráter violento do movimento e rejeita o rótulo de milícia armada. Os integrantes têm feito acampamentos em Brasília. São mais de 700 membros em diversas partes do Brasil, de acordo com o comando do grupo.


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