Bolsonaro substitui Canuto por Rogério Marinho no Desenvolvimento Regional

É a quinta demissão de ministro desde o início do Governo Bolsonaro

Legenda: Rogério Simonetti Marinho (PSDB-RN) vai assumir Ministério do Desenvolvimento Regional
Foto: Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu nesta quinta-feira (6) exonerar o ministro Gustavo Canuto do Desenvolvimento Regional. Ele será substituído pelo atual secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, principal articulador da reforma da Previdência.

>Bolsonaro confirma Gustavo Canuto na Dataprev

A troca foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União, publicada no fim da tarde. Esta é a quinta demissão de um ministro desde que Bolsonaro assumiu o governo.

Canuto estava desgastado com Bolsonaro. Desde o ano passado, o presidente vinha se queixando de seu desempenho e cogitava retirá-lo da pasta.
Segundo aliados do presidente, o movimento deve dar início a uma reforma ministerial. A saída de Onyx Lorenzoni da Casa Civil já é dada como certa, mas o Planalto ainda procura um substituto para o cargo diante da negativa de Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral, em assumir o posto.

Pelo desenho que vem sendo feito pelo presidente, Onyx deve ir para a Cidadania, hoje ocupada por Osmar Terra, seu aliado. O futuro de Terra ainda é incerto, mas a possibilidade é de que ele reassuma o mandato de deputado na Câmara.

Como Bolsonaro não é afeito a grandes mudanças de uma só vez, as próximas substituições devem ser feitas lentamente.

Canuto assumirá a presidência do Dataprev, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Economia. A decisão foi tomada em reunião no Palácio do Planalto na tarde desta quinta, da qual participaram Guedes e Marinho.

O agora ex-ministro já estava desgastado no governo desde maio do ano passado. Ele esteva perto de perder o cargo quando o Legislativo negociou com a Casa Civil mudanças na estrutura do governo, para que fossem recriadas as pastas das Cidades e da Integração Nacional. Na época, a ideia era entregar o comando das duas estruturas para partidos políticos.

Para Bolsonaro, ele não vinha coordenado com eficiência programas como o Minha Casa, Minha Vida. O presidente, no entanto, cogitava entregar a estrutura ao Republicanos ou ao PP, na tentativa de consolidar a base do governo no Congresso. Com a disputa dos partidos pelo cargo, no entanto, Bolsonaro recuou.

Em meio a críticas, a ideia foi abandonada, mas a insatisfação com Canuto persistiu. A avaliação tanto do Planalto quanto do Congresso é a de que o cargo é eminentemente político e, por isso, precisa ser ocupado por alguém que saiba desempenhar essa função -o que não é o caso hoje.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o Brasil