Avião de Bolsonaro arremete com fumaça de queimada em Mato Grosso

Concessionária do aeroporto confirmou que falta de visibilidade prejudicou pouso de avião do presidente

Legenda: Presidente Bolsonaro na chegada a Mato Grosso
Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o avião onde estava precisou arremeter antes do pouso em Sinop, no norte do Mato Grosso, nesta sexta-feira (18), por conta da baixa visibilidade causada pelas queimadas na região.

Bolsonaro cumpre agenda no Estado em eventos relacionados ao agronegócio. Na sua chegada, contudo, o avião presidencial precisou realizar a manobra antes de pousar quando não teve 100% de visibilidade da pista.

"Aqui quando nosso avião foi pousar hoje ele arremeteu. É a segunda vez que acontece na minha vida. Uma vez foi no Rio de Janeiro. Obviamente, é sempre algo anormal de estar acontecendo. No caso, é que a visibilidade não estava muito boa. Para nossa felicidade, na segunda vez, conseguimos pousar", disse o presidente durante pronunciamento.

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Segundo a concessionária Centro-Oeste Airport, responsável pelo Aeroporto Municipal Presidente João Figueiredo, foi feito "um procedimento relativamente normal e comum para casos em que não se tem visibilidade total", em que o piloto "faz uma primeira aproximação, arremete e realiza na sequência o pouso normalmente".

Queimadas

Legenda: Os 16 mil hectares devastados até agora equivalem a 101 parques Ibirapuera
Foto: AFP

Setembro de 2020 será o mês com maior número de queimadas já registrado na história do Pantanal mato-grossense, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com aumento dos focos de calor em agosto e setembro, o instituto registra mais de 15,8 mil focos no Pantanal desde o início do ano, o maior número desde 1999, quando iniciou o monitoramento.

 Além de chuva abaixo da média para o período, as temperaturas aumentaram na região do bioma, com ventos que já vieram de regiões secas e quentes. A Delegacia de Meio Ambiente do estado investiga a ação humana nos incêndios.

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