Agentes das forças de segurança passam a integrar público-alvo de vacinação contra a gripe

A Sesa informou que vai seguir a orientação do Ministério e vacinar todos os agentes das forças de segurança e membros ativos da Forças Armadas no Ceará; eles já podem procurar os postos de saúde a partir desta segunda

Legenda: Segundo o ministério, 1 milhão de doses extras foram adquiridas para dar conta da ampliação do público-alvo
Foto: Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Profissionais das forças de segurança e salvamento de todo o país passam a fazer parte, este ano, do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo inclui policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, totalizando cerca de 900 mil pessoas.

“Esses profissionais, assim como os demais já contemplados na campanha, são expostos em atividades de risco em locais de aglomerações, um dos principais fatores de propagação do vírus da influenza”, informou a pasta, por meio de nota. Segundo o ministério, 1 milhão de doses extras foram adquiridas para dar conta da ampliação do público-alvo.

No Ceará, a nova etapa de vacinação contra a gripe iniciou nesta segunda-feira (22). A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) informou que vai seguir a orientação do Ministério e vacinar todos os agentes das forças de segurança e membros ativos da Forças Armadas.

Ainda de acordo com a pasta estadual, essa é primeira vez que o Ministério da Saúde inclui os profissionais das forças de segurança e salvamento na campanha  de vacinação contra gripe.

Até esta segunda, quase 925 mil pessoas dos grupos prioritários estavam na lista para imunização em todo o Estado. Com a inclusão dos profissionais da segurança esse número deve aumentar.

Os agentes já podem procurar atendimento em qualquer posto de saúde do estado a partir desta segunda.

Segunda fase

Até a semana passada, apenas crianças, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto) estavam recebendo a dose contra a gripe nos postos de saúde. A partir de hoje (22), todos os grupos considerados prioritários podem ir a uma unidade básica de saúde para serem imunizados.

Além dos profissionais das forças de segurança e salvamento, devem receber a vacina trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos (a partir dos 60 anos); professores; pessoas com doenças crônicas e outras categorias de risco clínico; população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; e funcionários do sistema prisional.

A campanha segue até 31 de maio. O ministério deve enviar aos estados um total de 64,7 milhões de doses contra a gripe. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos considerados prioritários.

Vacina

A dose utilizada este ano sofreu mudanças em duas das três cepas que compõem a vacina e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul ao longo de 2018, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS) – incluindo o H1N1.

“A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença”, reforçou a pasta.

Casos

Este ano, até 13 de abril, foram registrados 369 casos de influenza em todo o país, com 67 óbitos. Até o momento, o subtipo predominante no Brasil é o H1N1, que responde por 192 casos e 47 mortes. O Amazonas é o estado que apresenta maior circulação do vírus, com 130 casos e 34 mortes.

De acordo com o ministério, todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir, indicado para o tratamento contra o H1N1, e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

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