Revenda

A modificação dos preços de combustíveis é uma constante no mercado brasileiro. Todos os dias, o consumidor se depara, nos postos, com novos preços da gasolina, do etanol, do diesel. Porém, o que muita gente não sabe é por que isso acontece, ou seja, como funciona a cadeia de combustíveis. 

O petróleo é uma commodity, e como tal, tem variação nos preços a partir da oferta e demanda da matéria-prima. Antes de o preço chegar na bomba para aquisição do consumidor, é necessário considerar preço da refinaria de petróleo, custos da distribuidora e, principalmente, a carga tributária nacional que afeta os combustíveis.

Além disso, o mercado de combustíveis funciona a partir da livre demanda, sendo assim autorregulado pelos próprios empresários: se há uma baixa em algum local, os demais postos devem acompanhá-lo, mas se há aumento nos preços – geralmente provocado pelas inconstâncias do mercado – é necessário seguir com a alteração dos preços, visando a competitividade de qualquer nicho comercial e, ainda mais, a continuação dos negócios, visto que quando aumenta-se o preço no refino ou na distribuição é impraticável seguir com os mesmos valores.

É importante ressaltar que a revenda de combustíveis, feita no País exclusivamente pelos postos, é o único setor da cadeia em que a livre demanda impera, contrariando o monopólio na área de refino da matéria-prima e tornando o mercado mais aberto para novos negócios. 

Executada por mais de 40 mil postos no País, essa etapa da cadeia de combustíveis, construída também pelas distribuidores, é a única capaz de tornar, dentro de suas especificidades e dificuldades, o processo mais justo para empresários e consumidores.


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