Jogador não é máquina

Confira a coluna desta sexta-feira (19) do comentarista Wilton Bezerra

Elenco do Fortaleza reunido após um gol da equipe
Legenda: Fortaleza atravessa um momento de oscilação na temporada de 2021
Foto: Thiago Gadelha / SVM

Não é fácil jogar o futebol de hoje e sair vivo.

O mais importante, antes de tudo, é saber quantos quilômetros o atleta consegue correr em noventa minutos.

Nada demais admitir que, dentro de uma longa jornada, houve um declínio do futebol jogado.

Principalmente quando uma equipe como o Fortaleza "assumiu" um compromisso de jogar com beleza, eficiência e coragem.

Ora, esse foi um dos maiores acontecimentos do campeonato brasileiro por se tratar de um time médio e de custo baixo.

O impacto negativo se dá pelo natural cansaço físico, mental e o desgaste pelas repetições que, em determinado momento, se tornam tediosas.

Ocorre que certos resultados doem mais.

Suportável para a torcida perder de quatro ou três para Bahia e Bragantino.

Não pode ser contra o Ceará, o arquirrival, por razões que a rivalidade explica.

Esse tipo de resultado cria úlcera na alma.

Não sei se é verdade que o torcedor esquece rápido como uma criança 

Cabe ao Fortaleza reconhecer a queda, mirar o que ainda ter de ser alcançado e caminhar firme.

Só há caminho ao caminhar.

Jogador de futebol não é máquina, é bom repetir.