Futebol não é guerra

Confira a coluna desta quarta-feira (10) do comentarista Wilton Bezerra

Bruninho beija o escudo da camisa do Santos
Legenda: Bruninho é torcedor do Santos e recebeu ameaças após pedir uma camisa de um jogador do Palmeiras
Foto: reprodução

Já escrevi sobre isso. Não tem problema. Vamos repetir o assunto em função de um fato novo.

De atividade física, o futebol passou a teatro social.

Estudos psicossociais e antropológicos dizem que essa transformação teve o valor de sublimar instintos agressivos.

Portanto, se não houvesse o esporte, tudo se traduziria em guerras.

Por isso, não aceitamos futebol como guerra, a ponto de jogar pessoas contra pessoas e, ainda mais, contra uma criança.

E até cidades contra cidades, como já ocorreu.

Futebol não pode vitimar uma criança, pelo simples fato dela receber a camisa de um jogador de time que não é o seu.

Foi o que aconteceu com o garoto Bruninho, torcedor do Santos, que recebeu uma camisa do goleiro Jailson, do Palmeiras e, que, por isso foi hostilizado juntamente com o pai.

O futebol tem o valor de unir diferenças e distribuir responsabilidades.

Torcer não pode ser uma enfermidade.

Até parece que existe um movimento orquestrado para tornar o futebol uma coisa chata, longe dos seus objetivos mais nobres.
Futebol não é guerra, como a ignorância de muitos quer fazer parecer.



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