O Flamengo já perdeu para o Liverpool?

Pelo que tenho lido e ouvido, Flamengo será liquidado por asfixia pelo Liverpool, na decisão do título mundial.

Tendo como principal virtude o ritmo de jogo, os vermelhos submetem os rivais à situação deplorável de um boxeador levado às cordas, de maneira incessante.

As seguidas roubadas de bola no campo contrário, ancoram uma sucessiva pressão, ataques rápidos e finalizações letais.

Se o Flamengo fizer uma marcação baixa, aceitará uma submissão imposta por um time que atingiu o auge técnico com variações táticas, que vão do 4-3-3 passando pelo 4-4-2 e chegando ao 4-2-3-1. 

O ataque com Salah, Firmino e Mané é municiado por meio campistas velozes, ao invés de criativos, assim como o Fortaleza.

Por outro lado, dizem os analistas, que se o time de Jorge Jesus se adiantar permitirá os lançamentos longos nas costas da zaga.

Ia me reportar às rápidas transições do time de Jurgen Klopp, mas desisti, por chegar à conclusão de que a melhor decisão do Flamengo é abrir mão desse jogo.

Exagerando, só posso imaginar que, pelas simulações táticas do time inglês, o Flamengo não terá chances de se dar bem no jogo.

Estão esquecendo que o rubro-negro tem uma comissão técnica européia, jogadores de nível internacional e o maior padrão de investimentos do futebol na América do Sul.

Não acreditamos, apesar dessas recomendações, que o Flamengo vá modificar profundamente a sua forma de jogar, submisso ao jogo de pressão intensa do Liverpool.

As variações táticas que Jorge Jesus imprimiu ao time brasileiro lhe dá todas as condições de atacar e defender na mesma velocidade do adversário.

Sob o ponto de observações e comparações, apenas um jogo não é suficiente para medir o tamanho do futebol praticado na Europa e América do Sul. Mesmo porque reconhecemos a larga superioridade do futebol europeu.

Agora, não resta a menor dúvida de que esse jogo vai alimentar a curiosidade de avaliar as distâncias entre o futebol dos dois continentes.