Fortaleza, Ceará e o jogo das diferenças

O tricolor do Pici tem demonstrado  ao longo do campeonato brasileiro, a capacidade de mudar, a seu favor, a temperatura dos jogos.

Explico melhor.

Como se sabe, o Fortaleza é dotado de um espírito de luta que não se esvai em situações adversas.

O jogo diante do Internacional, domingo passado, incluiu-se na relação dos momentos de positiva alternância de comportamento que o Leão ostentou. 

Por exemplo, nas partidas contra Santos e Cruzeiro, quando dado como morto, o Fortaleza mudou o curso do caminho, capturando resultados importantes.

Funciona como se os comandados de Rogério Ceni acionassem um dispositivo para o time parar de sofrer dentro do jogo.

E olha que estamos citando, de maneira resumida, situações de apenas três compromissos, quando investigando melhor se encontrará vários momentos de superação.

Fica um pouco difícil a explicação para o fato do tricolor recuar excessivamente suas linhas, como ocorreu diante do Internacional.

Estratégia tática depois de um gol marcado, ímpeto do adversário ou por percepção de jogo dos próprios jogadores?

Não se sabe ao certo, mas essa qualidade de mudar o curso dos acontecimentos é que está mantendo o tricolor entre os 20 melhores para o ano que vem.

Para os lados do alvinegro de Porangabuçu, infelizmente, o cenário deve ser considerado bem diferente, por várias razões.

Os sinais de “proezas”, durante a campanha, são quase imperceptíveis, engolidos pelos momentos agônicos e persistentemente atravessados.

Há quem se arrisque a dizer que padrão de jogo é papo teórico.

O Ceará refuta isso e tem sido vítima da falta desse padrão, em função da mudança de treinadores, pressões internas e externas, derrotas seguidas, etc, etc.

Há momentos em que o 11 de Adilson Batista se mostra sem um norte, mesmo com todo o esforço e boa vontade dos jogadores.

Equilíbrio emocional é ave rara, quando se defronta com o descontentamento das arquibancadas.

Enfim, o Ceará não consegue construir uma base segura do que ele vai ser nos próximos compromissos, pela vias tortuosas das quais está sendo vítima.

O que fazer?

Vai aqui, a minha manjada sugestão: acreditar no inacreditável, brigar com o improvável e resmungar contra o impossível.