O que muda nas regras do empréstimo consignado do INSS em 2022

Medidas temporárias tomadas por conta da pandemia se encerram no dia 31 de dezembro

INSS
Legenda: Maioria dos casos de golpes contra aposentados ocorre por ligação telefônica ou e-mail
Foto: Shutterstock

A partir de 1º de janeiro de 2022, o limite do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) volta a ser de 35% do valor do benefício.

A margem máxima foi aumentada para 40% em uma medida temporária de socorro tomada no contexto da pandemia.

Outra flexibilização foi a possibilidade de alargar o prazo de financiamento do consignado para até 84 meses. Antes, o limite era de 72 meses.

Os tomadores do crédito também podem, até 31 de dezembro, contrair até 9 empréstimos com diferentes instituições. O limite cai novamente para 6 a partir do primeiro dia do próximo ano.

Como ficam as regras a partir de 1º de janeiro

  • Limite consignável volta a ser de 35% do benefício
  • Prazo máximo de financiamento volta a ser de 72 meses
  • Limite de 6 empréstimos com diferentes instituições
  • Carência de 90 dias para novos segurados pedirem o consignado

Como funciona o consignado?

Uma das principais modalidades de crédito pessoal do País, o crédito consignado tem juros mais baixos por descontar os valores diretamente da aposentadoria, pensão ou salário dos beneficiários.

A taxa média é de:

  • 1,4% ao mês para servidores públicos;
  • 1,7% ao mês para beneficiários do INSS;
  • 2,3% ao mês para trabalhadores da iniciativa privada.

Reclamações disparam em 2021

Apesar das taxas de juros abaixo do ofertado em outras modalidades, o consignado deve ser utilizado com equilíbrio. Especialistas apontam que a taxa de comprometimento de renda não deve ultrapassar 30%.

Há ainda risco de fraudes.Dados do portal consumidor.gov apontam que, entre janeiro e setembro de 2020, foram registrados 42,5 mil reclamações relativas ao crédito consignado e cartão de crédito consignado para aposentados do INSS. Já em 2021, neste mesmo intervalo de tempo, as reclamações passaram para 81 mil, alta de 91%.

A maior parte das queixas é referente a empréstimos não reconhecidos.

 



Assuntos Relacionados