Estado vai acelerar programa que garante empréstimos de até R$ 5 mil

A ideia é ampliar a rede de atendimento do Ceará Credi em parceria com prefeituras do interior

dinheiro contado à mão
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Foto: Arquivo/Diário do Nordeste

A Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) está costurando parcerias com as prefeituras para expandir a capacidade de atendimento à população do Programa de Microcrédito Produtivo (Ceará Credi). Um edital deve ser lançado até o fim de novembro.

Lançado em abril e operacionalizado pela Adece, o Ceará Credi concede empréstimos de R$ 500 a R$ 5 mil, sem juros, a microempreendedores e autônomos.

O programa conta com um quadro de 112 agentes de crédito distribuídos em 56 postos. Quase 12 mil pessoas foram atendidas até agora.

Interiorização

O Governo do Estado reuniu, ontem (18), prefeituras para discutir as possibilidades de parcerias.

“O foco nas ações dos nossos municípios é prioritário. O Ceará Credi é outro mecanismo dentro dessa política, que é de desenvolvimento por meio da interiorização. Gostaríamos de trabalhar em conjunto com as prefeituras para tornar nosso microcrédito uma política pública eficiente. Somos um estado com características bem peculiares, com uma parcela significativa de pequenos e micro empreendedores”, afirmou o presidente da Adece, Francisco Rabelo.

Conforme a diretora de Economia Popular e Solidária da Adece, Silvana Parente, a parceria não envolverá repasse de recursos, mas será formalizada por um termo de cooperação para estruturação do programa.

“A proposta para as prefeituras é que elas disponibilizem uma sala equipada e ao menos um agente administrativo remunerado e capacitado para atender em conjunto com o agente de crédito. Com isso, vamos acelerar bastante o programa e aumentar a presença local em todos os municípios”, explica.

Saiba mais sobre o Ceará Credi

VALORES LIBERADOS 

Os empréstimos variam entre R$ 500 e R$ 5 mil, a depender da atividade produtiva e capacidade de pagamento do negócio. 

Se o investimento for destinado à compra de mercadorias para revenda ou matéria-prima para produzir, o valor mínimo é R$ 500, o máximo é R$ 3 mil. 

Para investimento fixo, o trabalhador terá valor máximo de R$ 5 mil e mínimo é de R$ 1 mil. 

Não haverá cobrança de taxas e juros sobre o valor até dezembro de 2021. O prazo de pagamento do empréstimo vai variar conforme a finalidade, assim como a carência. 

Prazo de pagamento  

  • Para capital de giro: de 4 a 9 meses. 
  • Para investimento fixo: de 12 a 24 meses. 

Prazo de carência 

  • Para capital de giro: 2 meses 
  • Para investimento: 4 meses 

COMO TIRAR O EMPRÉSTIMO 

O primeiro passo será realizar o pré-cadastro com os dados pessoais (CPF, RG, CNPJ (se tiver), comprovante de endereço) e de negócios, que serão checados pelo sistema.  

No momento do cadastro, os empreendedores devem fazer a proposta de crédito explicando como usarão o dinheiro. Quem tiver com o nome negativado também pode tentar.

A proposta passará por análise. Caso aprovada, o dinheiro será liberado por meio do aplicativo E-Dinheiro, feito pelo Instituto E-Dinheiro, parceiro do programa. 

Nesta etapa de definição do valor, o trabalhador terá ajuda de um agente de crédito que entrará em contato por telefone ou WhatsApp. 

 

 



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