Nem Vojvoda explica

Confira a coluna de Tom Barros desta terça-feira (14)

Vojvoda com semblante sério em jogo do Fortaleza
Legenda: Vojvoda lamentou a posição do Fortaleza na tabela de classificação
Foto: Fabiane de Paula / SVM

Não estou acreditando. É difícil acreditar que o Fortaleza ocupa a lanterna da Série A nacional. Sim, e aquela primorosa vitória sobre o Flamengo no Maracanã, diante de 63 mil flamenguistas? Foi. Os dois empates seguidos e inaceitáveis no Castelão, um diante do Goiás (1 x 1) e o outro diante do Athletico-PR (0 x 0), destruíram as esperanças nascidas no Rio de Janeiro. O que seria um divisor de águas virou um marco de desilusões. O Leão desperdiçou quatro pontos em casa. E assim voltaram os fantasmas.

Os tricolores já começaram a pesquisar sobre como chegar aos 45 pontos. É assustador ver o início da viagem de volta. O que houve para tamanho tombo? Não sei. O time tem qualidade. Tem jogadores bons. Tem um treinador carismático que em 2021 fez do Fortaleza um time encantador. A causa terá sido a saída de Felipe Alves, Ederson, David e de Wellington Paulista? Impossível dimensionar. Chegaram Juninho Capixaba, Moisés, Sílvio Romero e Renato Kayzer. O futebol tem seus mistérios. Um deles está embutido na campanha do Fortaleza, que brilha na Libertadores e afunda no Campeonato Brasileiro. Não dá para entender um contraste assim. Nem Vojvoda explica.  

 

Repercussão 

 

Só o tempo dirá se foi acertada ou não a contratação de Marquinhos Santos pelo Ceará. As polêmicas sobre sua vinda são naturais, principalmente por episódios desagradáveis acontecidos quando de suas passagens pelo Fortaleza. Na minha avaliação, uma coisa nada tem a ver com a outra. São contextos diferentes.  

 

Problema  

 

O goleiro do Ceará, João Ricardo, está numa fase muito boa. É seguro, tranquilo, passa confiança aos companheiros e à torcida. Mas a sua mania de demorar a repor a bola em jogo tem trazido dissabores com os cartões que leva exatamente por isso. Está aí o prejuízo. Fica fora de um dos jogos mais importantes do Ceará, ou seja, diante o Atlético-MG. Não admito esse tipo de cartão.  

 

Substituto 

 

No caso de Bruno Pacheco a situação é diferente. O lance em que sofreu o cartão vermelho comportou interpretações. O árbitro deixou-se impressionar pelo sangue no rosto do Maguinho e mandou Pacheco para fora. Nesse caso, o Ceará tem um substituto no ponto: Victor Luís. Menos mal. 

 

 

 

Regularidade 

 

Vina precisa manter certa regularidade de produção. Em Minas, na vitória sobre o América, ele fez a diferença. Já diante do Goiás, na Serrinha, ficou devendo. Inclusive perdeu uma incrível oportunidade de gol. Desperdiçou o instante de matar o jogo. Regularidade está tendo Mendoza. Aí, sim, sempre representa perigo. 

 

Internacional 

 

Interessante: no time do Maranguape, o jovem lateral-direito, Wagner Filho, de apenas 22 anos, tem se destacado. Sua experiência internacional tem contribuído para ele fazer a diferença. Wagner Filho já atuou pelo 04 Darmstadt, da Alemanha, onde foi capitão da equipe, e também jogou nos Estados Unidos. Atenção, olheiros de plantão.