Barbie empoderada precisa saber que ela não está nas prateleiras

No mundo real, as mulheres “Barbies” estão perdidas no empoderamento e inseguras

As mulheres “Barbies”.
Legenda: As mulheres “Barbies”.
Foto: Reprodução

Observo muito o comportamento das mulheres e, hoje, mais ainda! 

Quando ainda pequenas as meninas são as “princesas” ou “bonequinhas” da família. Tudo é lindo, divino e maravilhoso. 

Nesse mundo de faz de conta, a boneca na qual acompanha gerações é a Barbie, que ganha mudanças à medida que a menina vai crescendo. 

A Barbie é empoderada. É linda, alta e um corpo invejável. Além disso, é financeiramente, independente, tem um carrão rosa, uma casa de plástico com vários andares, piscina incrível, roupas maravilhosas e um namorado lindo de morrer: Ken, o coadjuvante da parada. Enfim, a boneca é a dona da situação e é, em volta dela, que tudo acontece do jeito que ela quer.  

Enredo feito, a menina-mulher cresce com esse ideal e, o mundo real recebe a nova Barbie diferente de tudo que foi sonhado. 

Empoderamento, no mundo atual, é palavra de ordem para as novas gerações de mulheres e isso, elas entendem, de modo “capenga”, de cor e salteado. 

Chamei de “capenga” porque, muitas vezes, esse empoderamento está construído em uma casa frágil, de plástico e cor de rosa. O motor desse veículo não é potente, só pega se alguém empurrar. O Ken, pode gostar de outro alguém e a Barbie da vida real sofre horrores. 

O que quero dizer é que para ser empoderada de verdade, ser poderosa, parte de uma emancipação individual e do fato da mulher ter o domínio da sua própria vida. Portanto, é imprescindível que a mulher assuma uma postura segura e deva ter consciência de seus atos e atitudes, ter suas opiniões e decisões. 

Isso não quer dizer que ela seja maior ou menor que ninguém. Não significa que goste de alguém e tenha que ser “a tal”, apenas para mostrar quem manda na relação. Não!  

A mulher, para ser empoderada mesmo, tem que sair do mundo de faz de contas, trabalhar, lutar para conquistar algo ou alguém, “segurar a sua onda”, sendo verdadeira consigo mesma, admitir sentimentos e perceber-se como luz e sombra. 

Desta forma, a sua “casa” espiritual é construída, mesmo que mais demorada, mas com alicerces sólidos, onde possa sentir-se confortável dentro de si, aceitando olhar no espelho e encontrar a verdadeira Barbie, cheias de imperfeições, que pega a chave do seu carro, conduz o seu destino e é empoderada verdadeiramente. 

Pense nisso. 

Busque o seu melhor resultado. 

Dominguemos, Amém! 



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